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Alunos da OCC participam de debate sobre a carreira militar para músicos

07/11/2020 - Coordenado pela professora de clarinete da OCC, Cláudia Pinto, o primeiro-tenente músico da Força Aérea Brasileira Paulo Rezende comentou sobre o processo seletivo e os desafios da área

A Orquestra Criança Cidadã realizou, na manhã deste sábado (7), a roda de conversa online "A vida do músico militar: preparação e rotina", que contou com a participação do primeiro-tenente músico da Força Aérea Brasileira Paulo Rezende. Via Google Meet e coordenado pela professora de clarinete da OCC, Cláudia Pinto, o evento teve como objetivo principal apresentar aos alunos do projeto sociomusical a área militar como um novo horizonte na carreira de um profissional de música.

"Com a pandemia, os jovens alunos estão muito dentro de casa, sem tocar, e como boa parte deles só conhece a Orquestra Criança Cidadã, profissionalmente falando, realizei esta conversa, principalmente porque neste momento a Força Aérea Brasileira está abrindo concurso para músicos de orquestra e não só mais de banda", explicou a professora Cláudia, amiga de longa data do tenente Rezende. "Eu conheço o maestro Rezende desde a minha universidade, inclusive, foi por saber do seu belíssimo trajeto não só na carreira militar como também na acadêmica que pensei em seu nome para o nosso evento", pontuou a docente.

Formado no Curso de Arranjo da Escola de Música de Brasília, o carioca Paulo Rezende, exerce as funções de regente da Banda de Música da Base Aérea de Brasília e coordenador do projeto de instituição da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira. "Disciplina, amor e coragem, esses são os três primeiros valores que nos são apresentados quando chegamos nas Forças Armadas Brasileiras. Destes valores, partimos para diversos outros, como a disponibilidade e permanência em uma vida de serviços ao povo brasileiro, a prática do patriotismo. É sempre importante lembrar: antes de a gente ser músico, a gente é militar", introduziu Rezende.

Seguindo uma sequência de tópicos, o tenente contou um pouco da sua vida pessoal e profissional, o que são as Forças Armadas do Brasil, o processo seletivo para ingressar nelas e a vida após a aprovação. "Da música que dá a cadência da marcha para que as tropas desfilem com confiança em direção dos seus desafios, o som que toca em respeito ao hasteamento da bandeira, entre tantos outros, o músico de carreira militar têm também como responsabilidade todas as questões cerimoniais e o papel de contribuir para a integração das Forças Armadas com os cidadãos, causando impressões positivas nos corações das pessoas através da música", exemplificou.

SEM DÚVIDAS
Entre os alunos que participaram do debate, não faltaram perguntas e nem respostas. Entre as tantas perguntas, a aluna de violino Geyphanne Pereira perguntou sobre as atividades que o músico militar precisa exercer para além da música. "Somos convocados apenas em casos extraordinários, como em uma enchente que ocasione desabrigados, ou em um outro ponto específico que as Forças não tenham soldados suficientes para desempenharam uma atividade de urgência com êxito, caso contrário, não saímos das nossas obrigações enquanto músicos", explicou o convidado.

Já o violoncelista Miqueias Santana questionou, "Por que o concurso para músicos de orquestra foi aberto com provas presenciais exclusivas em Brasília (DF)?". Rezende esclareceu: "O concurso é exclusivo para a orquestra de Brasília, que ainda está em formação, sendo a primeira de tal segmento na Aeronáutica. No futuro, Deus querendo, pode ser que haja mais concursos de instrumentos de orquestra em outras regiões do Brasil. Vale ressaltar também que este é um concurso para sargentos temporários, que, aprovados, podem ficar no cargo somente até oito anos."

O tenente destaca que os músicos militares estão cada vez mais alcançando níveis de qualidades altíssimas, tanto pela concorrência no concurso quanto pelas possibilidades de crescimento dentro das Forças Armadas: "Há grupos de câmaras, trio, quartetos, quintetos, subgrupos dentro da banda que funcionam como experimentos de novas sonoridades e repertórios clássicos, como quarteto de clarinetes. Para mim, esse crescimento de pretensões musicais e exigências técnicas e teóricas traz vantagens para jovens músicos como os da OCC, que contam com um preparo eficiente e disciplinado na sua formação". Concluindo com reflexão a etapa de perguntas e respostas, Rezende sinalizou que os alunos também deveriam olhar para as Forças Auxiliares, como as carreiras de Polícia Militar e Bombeiro Militar, que também têm processos seletivos voltados para músicos.

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