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Embora mais popularizada no Brasil, a doao de rgos ainda no supre a demanda crescente de transplantes

Pouca gente sabe, mas apenas um doador de rgos e tecidos pode salvar a vida de 25 pessoas. possvel doar muito mais do que o corao, rins ou fgado: costelas, medula, ossos longos e pele so outros exemplos de partes do corpo que podem salvar ou melhorar a qualidade de vida de muitos. Embora o ato de doar esteja tornando-se mais difundido no Brasil dados recentes do Ministrio da Sade assinalam um novo recorde de doaes no Pas, em um crescimento de 14% em apenas um ano , a demanda grande e ultrapassa a oferta. preciso conscientizar, e nesse campo que muitas instituies sem fins lucrativos, como a Associao Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fgado (Apaf), lutam para mudar a realidade de quem ainda tem uma esperana de vida.

Quando h morte enceflica (o crebro, que controla as funes vitais do indivduo, como a respirao, para de funcionar) de um paciente, a famlia se responsabiliza pela autorizao da doao, se este for o ltimo desejo dele. H quase nove anos, a Apaf, que tem sede no Hospital Oswaldo Cruz (Huoc/UPE), d suporte aos doentes de fgado, sejam crianas, adultos ou idosos, das regies Norte e Nordeste do Brasil. Desenvolvida por profissionais do Programa de Transplante de Fgado, a Apaf tem a preocupao em conscientizar a sociedade sobre a importncia de ser doador.

Atravs de caminhadas, panfletagens e palestras, a instituio no s sensibiliza a populao para a doao de rgos, como tenta atrair empresrios para ajudar na manuteno fsica. A gente v que, quando fazemos campanha, temos resultados. At os mdicos j ficam de alerta para realizar exames de verificao da morte enceflica, ou seja, quando o enfermo pode ser um possvel doador, explicou a coordenadora da Associao, Nailda Valena.

Segundo relatrio da instituio, a enfermidade no fgado ocorre, geralmente, devido s doenas endmicas, virais e de carter psicolgico e social, ao exemplo do alcoolismo. A fila de espera pelo rgo grande. Os voluntrios que formam a Apaf confortam e orientam cada um dos doentes, inclusive os familiares, enquanto aguardam o doador. Aps o transplante, tambm h assistncia o receptor pode reagir mal cirurgia, ter complicaes renais e hemorragias.

Ns os ajudamos dando lanches, kit de higiene, medicaes, estadia para quem vem de fora, alm do acompanhamento a cada um. Para aqueles que so mais carentes, a gente oferece cesta bsica e transporte para vir s consultas, afirmou Nailda Valena. At hoje, 474 pessoas foram contempladas pelo Programa de Transplante de Fgado do Oswaldo Cruz, sendo que, atualmente, o procedimento realizado no Hospital Jayme da Fonte.

O professor de Administrao Jos Ubiratan Soares, transplantado h mais de trs anos, precisou de um doador urgente, devido gravidade de sua doena. Como eu tinha um tumor maligno no fgado, eu s esperei trs meses na fila. Eu sempre recebi apoio da Apaf em relao aos remdios e a exames que precisei fazer, disse o administrador, enquanto aguardava a consulta peridica no Huoc.

Ser voluntrio da Apaf tambm um aprendizado de vida. Conviver com os pacientes, ouvir as dores e alegrias de cada um uma grande experincia para a equipe. Quando uma pessoa entra aqui precisando de um transplante, ela j ganha um abrao meu. Eu digo assim: vou torcer, vibrar e sofrer com voc, contou a coordenadora de transplantes, Mrcia Ramos.

Mrcia a responsvel pelas boas notcias sobre possveis doadores de fgado. Ela tambm conhece, nos mnimos detalhes, a vida clnica de cada paciente, como os exames que eles fizeram ou os que ainda iro fazer. Quando o hospital recebe a informao de que existe a possibilidade de uma doao, ela entra em contato com a direo do Huoc e passa as caractersticas do receptor da vez. Havendo uma compatibilidade entre o paciente e o doador, Mrcia conversa com ele para aconselh-lo a respeito do transplante. Um dia desses, eu tive que convencer um senhor de 59 anos que estava em pnico para receber o rgo. Mas ele acabou se acalmando, porque a gente j tem um vnculo afetivo com eles, lembrou.

PROJETO ARTE VIVA

Durante essa caminhada, a Associao Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fgado criou sua prpria forma de captar recursos para manter a instituio. O Arte Viva um projeto formado por voluntrios que confeccionam produtos artesanais, como toalhas e caixas de presentes, para vender em feiras e nos eventos que a Apaf promove.

Alm das feiras, o projeto tambm realiza bazares todo comeo e final do ms, arrecadando dinheiro para dar suporte s despesas da Apaf com os pacientes. Ao mesmo tempo em que a gente est ajudando essas pessoas, isso uma terapia, pois o trabalho manual relaxa. Alm disso, aps serem transplantados, alguns vm participar do bazar, disse a voluntria Maria Auxiliadora Cartaxo.

Assim como a equipe de voluntrios da Apaf, o pessoal que compe o projeto Arte Viva tambm aconselha os pacientes e tenta integr-los s atividades. Eles se sentem vontade para contar seus problemas, tm uma grande necessidade de serem ouvidos. Aqui, independentemente da tarefa de cada um, todos ns nos unimos frente a qualquer acontecimento, contou a voluntria Maria Alice Maia.

Curiosidades: O que podemos doar?

- rgos: corao, fgado, rim, pncreas, pulmo, intestino e estmago.
- Tecidos: sangue, crnea, pele, medula ssea, dura mter, crista ilaca, fscia lata, patela, costelas, ossos longos, cabea do fmur, ossos do ouvido, safena, vasos sanguneos, vlvulas cardacas, tendes e meninge.

O que diz a Lei brasileira de n 9.434 sobre a doao de rgos e tecidos?

- O Artigo 3 diz que a remoo de tecidos e rgos aps falecimento, destinada ao transplante, deve ser precedida de diagnstico de morte enceflica, constatada e registrada por dois mdicos no participantes das equipes de retirada e transplante, acompanhados pelo Conselho Federal de Medicina.

- O Artigo 4 diz que a retirada de tecidos, rgos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade teraputica depender da autorizao do cnjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessria, reta ou colateral, at o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes verificao da morte.

- O Artigo 9 diz que permitido, pessoa juridicamente capaz, dispor gratuitamente de tecidos, rgos e, partes do prprio corpo vivo, para fins teraputicos ou para transplantes em cnjuge ou parentes consanguneos
at o quarto grau, inclusive, em qualquer outra pessoa, mediante autorizao judicial, dispensada esta em relao medula ssea.

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