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Uma experincia incrvel

ENTREVISTA / INALDO NASCIMENTO

O jovem violoncelista da Orquestra Criana Cidad Inaldo Nascimento segundo aluno do projeto a ganhar uma bolsa de estudos na Europa volta ao Recife depois de um intercmbio de um ano na cidade de Smizany, na Eslovquia. L, ele estudou no conservatrio de msica local, a Escola de Arte Ves Basic Fabiniho, onde aprimorou as tcnicas do violoncelo. Alm da msica, Inaldo tambm continuou os estudos normais na escola Ginsio Javorova Vs.

Muito tranquilo, Inaldo, no auge dos 18 anos, estudioso e focado naquilo que quer da vida ser um violoncelista profissional. Ele estuda na Orquestra h cinco anos e considerado, pelos professores, um jovem com futuro promissor. Para os colegas, um exemplo de disciplina a ser seguido. Foi graas ao talento e dedicao que recebeu a bolsa de intercmbio, tal como Jlio Carlos Rocha que foi Polnia e Isaas Tavares que est na ustria.

Em entrevista Revista Criana Cidad, Inaldo conta um pouco sobre a vivncia na Eslovquia e o quanto a experincia se tornou um marco em sua vida.

Revista Criana Cidad Como estar de volta ao Recife?
Inaldo Para mim, foi bem normal. Eu j esperava pelo dia em que iria voltar. Mas foi um choque, tambm, porque eu j estava me acostumando com a vida na Eslovquia, uma cultura bem diferente da daqui e que me agradou muito. O clima tambm foi algo que eu senti bastante, mas foi tudo normal mesmo, eu realmente j esperava por isso.

RCC Como foi aprender msica inserido em uma cultura to diferente da sua?
Inaldo Msica uma linguagem s, em todo o mundo. Era bem parecido com a Orquestra, tinha aulas tericas e prticas, aula em grupo e individual tambm. Claro que eu aprendi novas tcnicas, novas peas algumas mais elaboradas , mas o que eu estudava aqui na Orquestra eu estudei l tambm. Eu tinha aula de msica no conservatrio, duas vezes por semana, tarde. Mas todos os dias eu ia para a escola, para estudar as matrias gerais. Nos dias em que eu no tinha aula de msica, eu praticava em casa ou ia passear pela cidade. Ningum de ferro, n?! (risos).

RCC Voc sentiu muita diferena no tratamento da professora e das pessoas da escola?
Inaldo Tudo l bem diferente do Brasil. As pessoas so bem disciplinadas e objetivas. E minha professora queria sempre uma resposta boa daquilo que ela estava ensinando. Ela era bastante exigente, mas isso foi bom, porque me incentivou mais. Eu procurei sempre fazer tudo que era passado pra mim. Todos da escola me respeitavam muito. Fora da escola, todos eram muito divertidos. Gostava muito de conversar com os colegas que fiz.

RCC Voc sentiu alguma dificuldade para se adequar aos mtodos de l?
Inaldo Assim, as dificuldades que eu senti foram normais. Acho que todos que esto indo pra um lugar diferente e, principalmente, onde falam uma lngua totalmente diferente da sua, passa por dificuldades. Mas no teve nada que me deixasse desesperado, no. Correu tudo bem. Eu me preparei muito psicologicamente para essa viagem.

RCC E a comunicao, foi difcil?
Inaldo No comeo, foi muito difcil, era mais mmica, usava sempre o dicionrio. Era muito engraado isso. Principalmente na escola, onde eu tive muita dificuldade para entender o que os professores estavam ensinando. Ler os livros ento... (risos). Mas, com o tempo, consegui me adaptar. As pessoas tambm me ajudaram muito.

RCC E a famlia que recebeu voc, era legal?
Inaldo Eu passei por trs famlias. Mas a que eu mais me adaptei e mais gostei foi a terceira famlia, que foi com que passei mais tempo. Eu morava com um pai, uma me e trs irmos, mais velhos. Eu me dava muito bem com eles. Eles me levavam para conhecer a cidade, para sair com os amigos. Eram irmos mesmo. Meus pais tambm eram muito legais, me ajudaram muito. E, graas a eles, eu conheci lugares pela Europa, alm da Eslovquia, que ficaram pra sempre na minha memria. Foi muito bom!

RCC E aos sbados e domingos, o que voc fazia normalmente?
Inaldo Saa com meus colegas da escola. Era muito legal, amos ao parque da cidade, a lanchonetes, shoppings... Sinto saudades deles, at hoje nos comunicamos pela internet. Quando no saa com eles, saa com a minha famlia. s vezes, ns amos pAra uma cidade prxima a Smizany, visitar minha av (da famlia de l). Era muito legal a casa dela. Tambm amos a parques aquticos, restaurantes e viajvamos tambm. Meus pais e meus irmos sempre procuravam atividades para fazermos juntos. Quando no saa com eles, saa com meus amigos.

RCC E agora que voc voltou, o que pretende fazer?
Inaldo Agora vou continuar com meus estudos, do mesmo jeito que antes. A experincia foi tima, mas passou. Agora tenho que me empenhar nos estudos para me tornar o que eu quero ser um violoncelista profissional.

RCC Voc saberia diferenciar o Inaldo antes de viajar com o Inaldo de agora?
Inaldo A essncia a mesma, mas me sinto uma pessoa diferente sim. Uma experincia dessas faz com que a pessoa cresa em muita coisa. Eu aprendi a me dar com as pessoas, me tornei mais comunicativo. A cultura de l bem diferente, e eu aprendi muita coisa com eles, como ser mais responsvel, mais pontual com os meus compromissos. Eu aprendi muito com a cultura deles, e quero carregar isso para sempre na minha vida. Eu desenvolvi, tambm, o meu modo de pensar.

RCC Voc pretende voltar Eslovquia um dia?
Inaldo Gostaria muito de voltar um dia, sim. Sinto saudades da famlia que me acolheu e de todos os amigos que eu fiz por l. Quero ir logo para l, nem que seja apenas para visit-los. Seria bom passar um tempo de novo, voltar a estudar msica. A escola de l muito boa. Eu aprendi muito. Espero que em breve eu possa voltar.

JOGO RPIDO

Fez algum amigo especial l?
Inaldo Todos foram especiais!

E tempo pra namorar, voc teve?
Inaldo No fui procurando isso, mas conheci uma pessoa especial (risos).

O que voc mais gostou de conhecer na Eslovquia?
Inaldo A neve.

O que voc mais sentiu falta quando estava l?
Inaldo Da minha famlia e da Orquestra.

Algum momento voc chegou a sentir medo?
Inaldo - Medo? muito difcil eu ter medo (risos).

Como voc definiria esse intercmbio?
Inaldo Foi uma experincia incrvel e cheia de aprendizado.

PRXIMOS CONCERTOS

19/07/2017

Orquestra Criana Cidad dos Meninos do Ipojuca na Caixa Cultural Recife

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