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A arte de reger

Existe um ditado popular que diz: "O bom filho a casa retorna". No entanto, em certos casos, no sempre que ele chega a deix-la. Trabalhando h 23 anos no Conservatrio Pernambucano de Msica (CPM), o maestro Jos Renato Acioly comeou a ensinar na escola de msica aos 21 anos e percorreu uma trajetria de estudo e dedicao, na qual saltou de professor iniciante para maestro profissional. Praticamente um filho do Conservatrio, foi professor, regeu coros e orquestras da instituio e, atualmente, coordena e rege a Orquestra Sinfnica Jovem, criada em parceria com o maestro Srgio Barza, em 2006. Em entrevista Revista Criana Cidad, ele falou um pouco sobre a carreira, trabalho, msica erudita em Pernambuco e ao social.

Experimentando a msica

Jos Renato comeou a estudar msica bem cedo, no Centro de Educao Musical do Colgio de So Bento, em Olinda. L estudou canto coral, piano e teve sua primeira experincia como regente, quando o maestro do coro o convidou para ser maestro-assistente. Fez cursos de Extenso em Piano e Licenciatura em Msica, ambos na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Aos 19 anos, foi convidado para ensinar na escola onde iniciou seus estudos e no Centro de Criatividade Musical. Dois anos depois, ainda como universitrio, comeou a ensinar no Conservatrio e ficou at hoje. Apesar dos altos e baixos, o maestro no mede esforos pela instituio. "Eu me apaixonei por aqui", afirma.

Quando ingressou no conservatrio, em 1987, ensinava disciplinas como teoria musical e histria da msica. Em 1990, foi aprovado no concurso para se tornar maestro do coro, o qual passou 12 anos regendo. Em parceria com o maestro Srgio Barza, surgiu, posteriormente, a iniciativa de montar uma nova orquestra. "O Conservatrio no tinha mais orquestra de cmara. A gente teve uma orquestra de cmara de excelncia na poca do Maestro Cussy de Almeida, a Orquestra de Cmara Armorial. Em 1995, a gente fundou a Orquestra de Cmara de Pernambuco - Extinta em 2002, a Orquestra de Cmara deu lugar a outro projeto mais ambicioso, que nasceu quatro anos depois. Era a Orquestra Sinfnica Jovem do CPM.

A Orquestra Sinfnica Jovem regida e coordenada por Jos Renato, que se dedica exclusivamente a ela. Orgulhoso de seu projeto, ele mostra que os resultados j esto vista: "De 2006 at 2009, dentro do projeto de apresentaes oficiais, ns fizemos 66 apresentaes, tendo cada ano uma programao de repertrio e uma agenda de concertos estabelecida". Segundo Jos Renato, feito uma seleo anual para novos msicos da orquestra. " importante dar oportunidade para que novos componentes ingressem na orquestra. Evidentemente que se um jovem do ano passado quiser fazer o teste, ele tem vantagem, pois ele j tem a experincia de uma temporada. - Ainda acerca do corpo da orquestra, Jos Renato faz uma ressalva: "A maioria dos alunos que compem o grupo so do conservatrio, mas ela est aberta a qualquer jovem que esteja interessado em participar".

Sobre o trabalho

O Conservatrio Pernambucano de Msica est completando 80 anos em 2010. Diante dessa comemorao, Jos Renato aponta conquistas e questes a melhorar, sem pessimismo ou rancor:

"Agora somos uma superintendncia da Secretaria de Educao, no mais autarquia. Isso trouxe, para a gente, uma srie de prejuzos, mas estamos buscando uma soluo para essa situao administrativa. Fora isso, o conservatrio, estes ltimos anos, vem se estruturando. Temos uma leva nova de professores e a escola foi reconhecida como curso profissionalizante a nvel mdio, pelo MEC. Agora ns somos uma escola de nvel tcnico. E est bem cuidada, a estrutura. A gente estaria em uma mdia boa nesse sentido."

O maestro afirma que o objetivo focar no trabalho e no desanimar:

"No cenrio brasileiro, voc ter uma instituio que tem 80 anos, num pas jovem como o nosso, j uma coisa extremamente importante. No cenrio regional, nem se fala. O conservatrio passou por muitas fases e est buscando o aprimoramento. Eu acho que, se fosse possvel traar uma meta para os prximos 20 anos, o objetivo seria buscar mais excelncia. Quanto mais profissional, melhor."

Sobre o cenrio musical de Pernambuco

Para Jos Renato, a grande questo do cenrio da msica no Pernambuco a oportunidade, a chance para se destacar:

"No que se refere msica popular, tudo bem. No que se diz a respeito da msica erudita, precisamos de espao profissional. Precisamos de uma orquestra profissional, um coro profissional da prefeitura... A gente tem apenas uma orquestra profissional, a Orquestra Sinfnica do Recife, que no pode absorver a quantidade de alunos que se formam, pois existem vrias escolas de msica aqui. Precisamos estimular outros rgos a incentivarem o crescimento e a criao de conjuntos, se no sinfnicos, conjuntos menores, de cmara. Porque os msicos precisam viver."

A consequncia dessa falta de espao em Pernambuco abre margem para a fuga de talentos em busca de mercado em outros estados ou pases.

"Uma coisa que me preocupa muito voc ensinar, estar exigindo do aluno uma forte dedicao, e Pernambuco no ter esse mercado. Eu sinto muito a gente perder, no bom sentido, um jovem que se forma aqui e vai para outro estado, pro sul do pas, ou at mesmo pra fora do Brasil."

Sobre msica erudita

os Renato no cresceu ouvindo msica erudita, mas isso no o impediu de se interessar por esse estilo musical. Segundo ele, o interesse pela msica clssica uma questo de chance para conhecer. Alm disso, preciso que o pblico compreenda mais o que significa a msica erudita e qual sua proposta:

"Aqui, o conservatrio muito rico nesse sentido. Temos muitos alunos. Mas se o jovem gosta ou no de msica, questo de acesso. Por exemplo, em que rdio voc ouve tocar msica clssica? um tipo de linguagem que precisa de insero dentro do que ela significa. No uma linguagem comum. Voc pode at gostar s por ouvir, mas tratar do significado disso tambm importante."

Sobre projetos de ao social

niciativa para ao social rima com msica, na viso do maestro Jos Renato. De acordo com ele, o ensino musical se torna um instrumento de sensibilizao e humanizao, principalmente com jovens carentes:

"Msica, esportes, artes em geral, todas essas atividades so extremamente saudveis pra os jovens, principalmente em reas de risco como o Coque. A msica, em especial, traz ao jovem uma realidade que ele no teria acesso se no houvesse esse tipo de ao, e faz um bem enorme no s a ele, mas tambm a sua famlia."

Projetos como a Orquestra Criana Cidad, para Jos Renato, um exemplo de ao social que funciona perfeitamente:

"Acho um trabalho excelente, uma iniciativa vitoriosa. E o resultado j est a pra quem quiser ver. No um sonho, uma realidade. Que fiquem muitos anos a, cumprindo sua funo, como est cumprindo hoje. Esto de parabns!"

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