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Entrevista | Janayna Mendes - Novos horizontes pedaggicos para a Orquestra

O ano de 2012 trouxe, para a Orquestra Criana Cidad, novas metas e muitas novidades. Uma delas a nova coordenadora pedaggica do projeto, Janayna Mendes. Conhecida pelos alunos como Tia Jana, a professora de teoria musical est h quatro anos na Orquestra e conhece bem as necessidades educacionais do ambiente. Janayna bacharel em Msica Sacra pelo Seminrio Teolgico Batista do Norte do Brasil (STBNB) no Recife e est concluindo a licenciatura em Msica na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Saiba mais sobre o convite para assumir o cargo e as novas ideias da coordenadora.

Revista Criana Cidad: Como surgiu o convite para a coordenao?

Janayna Mendes: O convite partiu do maestro Lanfranco Marcelletti. J havia acontecido vrias reunies com os professores para escolher uma coordenao, e eu no esperava que o meu nome fosse cogitado. Em umas das reunies, a psicloga e irm do maestro, Blenda Marcelletti, esteve presente e me sugeriu para o cargo, dizendo que ele no precisava ir longe para encontrar o que procurava. Fiquei surpresa e feliz.

RCC: Na rea pedaggica do projeto, o que merece cuidado especial?

JM: A rea do ensino regular merece bastante ateno. Os meninos no tm uma base boa nas escolas, o que preocupante. Infelizmente, a educao pblica no uma das melhores. Se conseguirmos melhorar essa realidade, ser maravilhoso. Uma boa parte vai prestar vestibular este ano, e no adianta focar na rea musical se o aluno no vai conseguir responder as provas das outras disciplinas.

RCC: Voc, mesmo antes de assumir a coordenao, j tinha uma relao muito prxima de amizade com os alunos. Como vai agir daqui para frente?

JM: Vou seguir sendo a mesma pessoa. O que fica exposto s um lado: o meu lado amigo, mas existe o lado da professora. No primeiro contato com os alunos, eu deixo claro, na sala de aula, o limite at onde eles devem ir. Depois, quando vejo que comearam a seguir o que foi proposto, eu tento manter um relacionamento de amizade, tentando pedir, em vez de mandar. claro que alguns tm uma reciprocidade de carinho maior que outros, mas eu fao o que posso, e no se pode agradar a todos.

RCC: Suas atitudes perante a coordenao pedaggica sero baseadas em algum mtodo de ensino?

JM: Eu no sigo nenhum mtodo. Certo dia, uma professora que tive veio assistir a uma das minhas aulas e comeou a identificar um pouco de cada mtodo utilizado. Na verdade, eu fao uma mistura de todos e tiro, de cada um, pontos que acho interessantes para tornar o aprendizado melhor.

RCC: Como voc analisa o cenrio da msica clssica em Pernambuco? O que deveria ser feito para mudar a realidade da educao musical no nosso Estado?

JM: Acredito que o cenrio da msica erudita no Estado est em ascenso, mas um crescimento que deixa muito a desejar. E isso fruto de uma cultura de massa que no impe o consumo desse estilo musical. A prpria cultura local no incentiva o gosto pela msica clssica. No vemos muitos concertos, e, quando h, so muito restritos e pouco divulgados. No d para mudar de uma hora para outra, esta uma modificao lenta. A realizao de concertos abertos ao pblico e o ensino de msica nas escolas so oportunidades de entrar em contato com a msica e reverter o quadro.

RCC: Toda profisso apresenta desafios. Qual o maior desafio que voc j enfrentou como educadora?

JM: A maior dificuldade que eu tive foi lidar com muitas pessoas, de faixas etrias diferentes e com personalidades diferentes. Apesar de ter assumido a coordenao, eu no abri mo de estar na sala de aula. Tenho turmas de adolescentes com 18 anos e, quando acaba a aula deles, eu tenho outra turma com alunos de cinco anos. O grande desafio foi me adequar a cada um e fazer com que eles aprendessem do mesmo jeito.

RCC: O que a faz levantar todos os dias e perceber que vale a pena fazer o seu trabalho?

JM: O que me motiva ver a transformao das pessoas. Acredito que, quando a realidade de pelo menos um menino muda, voc j est fazendo a diferena. Mesmo no ajudando todos, vale a pena fazer nossa parte.

RCC: Quais as metas que voc ainda deseja alcanar na carreira?

JM: Ver meus alunos se formando profissionalmente, mesmo que no sejam msicos, mas que sejam cidados. Independentemente da profisso que eles desejem seguir, se estiverem bem, para mim, o trabalho foi realizado.

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