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Sem limites para viver

Deficincias existem para quem acredita nelas. Conhea histrias de crianas e adultos surdos singulares para eles, a barreira fsica nunca impediu o crescimento nas suas vrias facetas

Voc j pensou como seria viver sem ouvir? No mundo dos surdos, no h palavras faladas ou sons, mas h sentimento. Para quem vive no silncio, a batida de uma msica est na pele, as palavras esto nas mos, e a capacidade est dentro de cada um.

A audio o sentido que possibilita a captao das ondas sonoras, como sons de palavras, barulho da chuva, msicas. H dois tipos bsicos de surdez: a surdez por conduo, quando os sons no chegam perfeitamente ao ouvido, e a surdez neurossensorial nesta, o nervo auditivo no consegue transformar a vibrao produzida pelas ondas sonoras em energia eltrica para que o crebro consiga entend-la como som.

No Brasil, pelo menos 20 milhes de pessoas possuem algum problema auditivo segundo a Fundao de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de So Paulo. A limitao, no entanto, no impede que realizem as atividades cotidianas. No entanto, a falta de conhecimento de alguns alimenta o preconceito e impede a interao entre os ouvintes e os no ouvintes.

Como forma de defesa, algumas comunidades surdas impem barreiras quanto ao convvio com outros grupos sociais. Essas atitudes contribuem para a formao de tribos, em que o acesso dos ouvintes complicado, o que aumenta a distncia entre os dois mundos.

Atitudes de superproteo, s vezes comuns nos pais de crianas surdas ou com qualquer tipo de deficincia, interferem negativamente no desenvolvimento dos pequenos. Muitas vezes, a consequncia problemas de comportamento. Para a intrprete da Lngua Brasileira de Sinais (Libras) Diana Mendonza, importante que o pai e a me ensinem s crianas surdas, desde muito pequenas, o que certo ou errado. Mesmo que eles no saibam a lngua de sinais, o fato que qualquer ser humano se espelha naquele que o acompanha.

Proteger inevitvel, mas o tratamento deve ser o mesmo dispensado a um ouvinte.

Vejo os filhos como uma guia v. A me guia, quando percebe que os filhotes esto na fase de voar, leva-os ao penhasco mais alto e os solta. No primeiro momento, eles vo sentir medo, mas vo se esforar para bater as asas, quando esto quase caindo no cho a me os levanta com as suas asas. Depois, a manobra repetida at que eles aprendem a voar. Se os pais no ensinarem aos surdos, como vo aprender? Os pais devem mostrar que as crianas surdas so normais e tm o seu papel na sociedade como um todo, e no apenas na sociedade inclusiva, esclarece Diana.

Movimento Surdo: Comunidade ou Gueto?*

Todo mundo gosta de se agrupar. Desde criana, o homem se agrega a semelhantes a comear pela escola, poca em que o banditismo, na sua fase inicial, forma trincheiras de socializao nas salas de aula. Os integrantes se transformam, mudam de interesses e de bandos, mas continuam se agrupando. O motivo, o educador Paulo Freire atestou h sessenta anos: somos seres sociais. O fenmeno da tribalizao, portanto, to comum quanto necessrio. O problema que, no raro, as pessoas, ao se agruparem, acabam se excluindo. o que aconteceu com o movimento punk, na dcada de 70, e vem acontecendo com os trabalhadores sem-terra.

Os surdos tambm formam grupos na verdade, vivem assim. Silenciosos, s literalmente. So tribos barulhentas e visualmente escandalosas, que vivem parte e so mais comumente observadas em nibus e shoppings, em especial o Boa Vista, localizado na avenida homnima.

As tribos surdas se formam no apenas pelo fator fsico surdez, mas pelo fator lingustico, explica a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Eullia Fernandes. Desse modo, a comunicao a causa fundamental do agrupamento. Segundo Eullia, como os deficientes auditivos quase sempre no conseguem se comunicar com ouvintes, o fato de utilizarem Libras o maior ponto de convergncia entre eles.

A professora da Universidade Federal de Pernambuco ngela Prysthon ainda observa o carter afirmacional que permeia a formao dos grupos surdos. So aes de reconhecimento. Nada mais que uma tentativa de marcar o lugar desse grupo na sociedade, esclarece.

ngela diz que existem dois motivos principais que levam pessoas a se agruparem: afinidades ou necessidades. Um grupo de skatistas, por exemplo, bem diferente de um grupo de surdos. Os primeiros se renem por uma questo de identidade cultural; os segundos, por uma circunstncia. No uma questo de afinidade, mas de uma limitao comum, porque eles reconhecem no outro as mesmas necessidades, ilustra.

Essas dificuldades, ressaltando-se a de dilogo, fazem com que grande parte da comunidade surdaprefira no apenas sair agregada, mas viver junta. Jadson Cristvo, 46 anos professor do Centro Suvag de Pernambuco e um dos diretores da Associao dos Surdos do Estado (Asspe) , no v necessidade, por exemplo, em sair para festas noite. Minha famlia e eu s frequentamos as festas da Asspe, conta.

Eullia Fernandes, entretanto, alerta para um possvel isolamento. importante que os surdos no se fechem em um mundo irreal, onde tudo est adaptado de maneira a criar uma atmosfera hermtica. Para a pesquisadora, caso isso ocorra, formam-se guetos, e no comunidades.

O surdo Thiago Ramos, 25 anos, concorda com a pesquisadora. Thiago que tem uma rede de amigos que engloba maior nmero de ouvintes no participa de nenhum grupo de surdos e acha que a tribalizao coisa de gente ignorante. Gosto de sair para bares, vou ao cinema e j tive namoradas ouvintes. Esse negcio de se juntar acaba por excluir ainda mais. Por isso, tento me socializar ao mximo,diz.

O carter excludente que pode resultar da tribalizao visto por ngela Prysthon como inevitvel, mas, diante da necessidade do agrupamento, irrelevante. bvio que as reunies conduzem ao isolamento. Mas no uma questo de opo pelos guetos, mas de uma necessidade de tentar a insero. Para ela, o isolamento mais causa que consequncia. Eu vejo o discurso comum de que a organizao causa isolamento como um pretexto conformista, sustenta a professora.

Polliana Rodrigues, 25 anos, gosta de sair em grupos. No sei o motivo. S sei que me sinto feliz em estar com meus amigos surdos, mas tambm no deixo de sair com ouvintes. Gosto deles porque me ajudam a entender a situao, por exemplo, filmes. No me sinto excluda, conta.

Uma famlia como as outras*

Muita gente fala que a verdadeira limitao est na cabea das pessoas. No difcil ver exemplos de quem superou restries fsicas e virou atleta. Teve at aquela que, mesmo sem poder ver e escutar, tornou-se uma das mais extraordinrias personalidades do sculo passado. A vida da norte-americana Helen Keller, surda-cega poliglota que chegou a ser escritora, filsofa e conferencista, mostra que no existem obstculos intransponveis para quem deseja viver normalmente ou mesmo alcanar o sucesso.

Hellen Keller dizia que sua parte surda era a que lhe dava mais trabalho. Mas, no geral, os deficientes auditivos no reconhecem deficincia alguma. Para eles, simplesmente, no h limitaes, mas algumas dificuldades pequenas que pouco a pouco vo sendo superadas no dia a dia.

A famlia do surdo Jadson Cristvo, composta por mais dois integrantes a esposa Betiza, 40, tambm surda, e o filho Tiago, 11, ouvinte , ilustra bem como possvel conviver harmonicamente com as diferenas. Jadson natural de Altinho, cidade do agreste pernambucano situada a 168 km do Recife. Betiza cearense, da capital. Um encontro que no teria acontecido se Jadson no tivesse ficado surdo com um ano de idade devido ao sarampo. Por conta disso, ele veio morar no Recife para estudar na Escola Domingos Svio para Surdos. L, aprendeu, alm de Libras, pintura e mgica, duas manifestaes artsticas que ele cultiva ainda hoje.

Jadson gosta de pintar em tecidos e, vez por outra, anima festas infantis como palhao, fazendo mmicas. Depois de sair da Domingos Svio, estudou a 8 srie no Colgio Vital de Negreiros, em Afogados, junto a ouvintes. Senti a diferena, no entendia nada, mas os amigos me ajudaram, conta. Ele diz que no foi por desestmulo, mas por amor, que decidiu parar de estudar por 10 anos. Arranjei uma namorada chamada Mrcia e decidi viver essa paixo. claro que nosso romance no durou 10 anos, diz, entre risos. Nessa poca, Jadson j era voluntrio na Associao dos Surdos de Pernambuco e trabalhava no Suvag ensinando Libras a crianas, atividades queainda realiza. Foi o Suvag que cobrou de Jadson o Ensino Mdio, concludo em 1998.

Em 1996, Jadson tinha comeado a namorar Betiza Na verdade, eles se conheceram em 1991, quando ela veio ao Recife com a Associao dos Surdos de Fortaleza para participar de um torneio de vlei. Eu era noiva, ele tambm, no aconteceu nada. S comeamos a namorar no carnaval de 1996. No mesmo ano, vim para Recife, conta.

Tiago nasceu quatro anos depois, escutando. Para saber se surdo, o teste bem fcil. Quando o beb tiver seis meses, bata palma perto do ouvido dele, explica Jadson. Mas nem tudo to simples assim quando se cuida de um beb e no se pode ouvi-lo reclamar. Para saber se ele estava chorando, usvamos um aparelho que iluminava nosso rosto toda vez que havia barulho no bero. Ou ento, o fazia dormir bem pertinho da gente, para sentirmos os movimentos, diz Betiza.

Ensinar Tiago a falar no foi complicado. Alm do contato com ouvintes fora de casa, a bab ajudou bastante. Ela explicou que no adiantava nos chamar por papai ou mame, tinha que vir prximo e tocar, diz ela. Com seis meses, Tiago j fazia os gestos gua e comer e, com dois anos, comeou a falar.

Comunicativo e esperto, comum Tiago surpreender seus interlocutores ao revelar que filho de pais surdos. Mas prefiro falar em Libras, assegura ele.Jadson e Betiza se revezam para ensinar a lngua ao menino. Quando est de frias, Jadson d cursos intensivos de fluncia. Eu tento ensinar mais devagar, para que ele aprenda o vocabulrio, diz Betiza.

Mas, mesmo assim, Tiago diz no compreender bem, s vezes, o que seus pais falam, principalmente Jadson, que tem a gesticulao muito rpida. Betiza, oralizada, comunica-se melhor. Eu s acho difcil entender, mas depende. Mas tem coisas boas: eu coloco a televiso bem alta! Ah, mas tem gente que liga, como a vizinha..., brinca o garoto. Tudo bem que meus pais no do gritos, mas beliscam, isso sim. Betiza e Jadson, claro, negam tudo.

Quando interrogados sobre a dificuldade de se criar um filho ouvinte, os dois surpreendem ao dizer: Preferamos que ele fosse surdo, porque assim poderamos nos comunicar melhor. Jadson e Betiza, assim, no veem problemas na surdez a no ser no que diz respeito a se comunicar. Betiza d de ombros ao ser questionada sobre sua condio: Eu sou inteligente, fiz faculdade, vejo tudo, posso dirigir, minha vida normal. Do que que eu posso reclamar?.

Traduzindo aos Olhos

A vida impe limitaes para quem no ouve. No entanto, nada impossvel, principalmente quando h algumas mos para ajudar, como as dos intrpretes de Libras. A paulista Diana Mendona intrprete e mora h trs anos no Recife. Ainda no Estado de So Paulo, percebeu que a igreja que frequentava tinha um bom nmero de surdos, e eles acompanhavam os cultos com o auxlio da lngua de sinais.

Admirada com a comunicao visual, Diana passou a conviver com a comunidade surda e, em um ano, j dominava os sinais. Eu comecei a interpretar, voluntariamente, nos cultos da igreja, mas resolvi me especializar e fazer alguns cursos na rea, conta. O primeiro lugar que a jovem procurou foi a Federao Nacional de Integrao de Surdos (Feneis), onde buscou as devidas capacitaes e deu incio a um trabalho profissional desempenhado em faculdades uma delas foi a Uniradial, tambm em So Paulo. Nesse perodo, conseguiu ser aprovada e receber o Prolibras, certificao para interpretar em salas de aulas.

Em 2009, Diana mudou-se para o Recife devido a uma proposta de emprego que o marido recebeu. Ao chegar cidade, procurou participar de atividades com surdos pernambucanos. Meu primeiro contato foi na Feneis do Recife. L, conheci alguns surdos e tive a oportunidade de substituir uma intrprete que estava grvida. Depois, fui para a faculdade Esuda. Depois disso, fui conhecendo outros surdos. Eu sempre fui curiosa, ento participo das passeatas que acontecem todo ano em prol dos direitos deles, vou aos shoppings onde esto, e uma amizade chama a outra. Hoje, caminho como se j fosse nascida no Recife, explica a intrprete.

Atualmente, Diana trabalha na Universidade Catlica de Pernambuco (Unicap). Ela interpreta para alunos de diversos cursos, como Direito e Engenharia. O trabalho dos tradutores de Libras est em fase de crescimento, assim como o Estado de Pernambuco.
Desde que cheguei aqui, j presenciei muitas transformaes. Algumas faculdades j tm reconhecido a profisso, registrando nossas carteiras de trabalho como Intrpretes de Libras. J as empresas que possuem pessoas surdas no quadro de funcionrios tm contratado intrpretes para auxiliar na comunicao, afirma.

Para a intrprete, o principal foco para mudana na rea de interpretao o treinamento para aqueles que j atuam profissionalmente. H alguns cursos, como o de Letras Libras da Universidade Federal de Pernambuco, mas h poucas vagas e muitos intrpretes.

Segundo Diana, a comunicao vai muito alm do simples entendimento: ela a expresso de um sentimento mtuo e eficaz. Com os amigos surdos da igreja, o auxlio vai alm dos cultos. Diana frequenta a casa deles e facilita a compreenso at em questes pessoais. Certa vez, um casal de amigos surdos me convidou para o casamento deles e brincaram comigo, perguntando se eu tambm estaria na lua de mel,lembra.

A intrprete completa: Tem pessoas que ajudam outras com dinheiro, comida; eu ajudo com aquilo que tenho para oferecer: as mos. Sinto-me abenoada por Deus, por ter tido a oportunidade de aprender Libras e poder us-la em prol de outras vidas. Imagina, trabalho com o que gosto, ajudo quem precisa e ainda sei faz-lo bem. Tem coisa melhor?.

O Som da Pele

Quem disse que o deficiente auditivo no gosta de msica? Na verdade, algumas ONGs esto preocupadascom a integrao dos surdos nos demais grupos sociais. Uma organizao, em especial, proporciona a emoo sensorial da msica a quem vive no silncio.

O Som da Pele uma experincia indita em Pernambuco que tem o objetivo de integrar pessoas surdas na sociedade atravs das artes. O Grupo Batuqueiros do Silncio fruto das oficinas de musicalizao realizadas pelo educador e idealizador do projeto, Irton Silva, mais conhecido artisticamente como Batman Gri. Gri um termo africano utilizado para denominar pedagogos prticos que trabalham a educao de maneira informal atravs de lendas e histrias numa tribo indgena, seriam como os caciques.

A ideia de criar os Batuqueiros do Silncio surgiu quando Batman assistiu a um filme chamado O Resto Silncio. O audiovisual mostra uma jovem surda que, movida pela vontade de danar, utiliza recursos luminosos para sentir o ritmo das msicas. O fundador do Som da Pele j participava de atividades inclusivas com deficientes, mas o filme deu o pontap inicial para o desenvolvimento da metodologia de MusicaLibras (Confira quadro ao lado para entender melhor).

Para ensinar msica aos surdos, eu tive que adaptar algumas tcnicas s condies dos alunos. Para substituir os recursos sonoros, resolvi utilizar as luzes e outros meios que desenvolvi, como o alfabeto musical/visual, o metrnomo visual e sensores nos instrumentos, explica Batman.

O metrnomo um relgio que marca o andamento musical. A adaptao feita por Batman, o metrnomo visual, um equipamento constitudo por quatro lmpadas ligadas a um sequenciador eletrnico. Inicialmente, era usado s para marcar frases rtmicas dentro de um compasso musical; com o tempo, passou a ser empregado na traduo literal das frases. As lmpadas do metrnomo visual possuem tamanhos e cores diferentes. Essa dinmica trabalha a intensidade e as pausas das msicas, completa.

As Etapas da Metodologia de Musicalibras

O Tempo da Msica
O primeiro desafio da atividade foi superado com a utilizao de um relgio de parede, em que os ponteiros dos segundos guiavam os exerccios de percepo e as tcnicas corporais de percusso.

O Solfejo Rtmico
Para substituir a voz dos alunos, foram utilizadas lanternas de acionamento rpido, que permitiam uma resposta mais eficaz durante a execuo das frases rtmicas.

A Leitura Rtmica
O alfabeto MusicaLibras foi criado para que os alunos pudessem identificar cada tempo musical. J as operaes matemticas foram inseridas nas aulas para que eles entendessem as noes da teoria musical.

Prtica em Conjunto
Ritmos da cultura popular como frevo, ciranda e maracatu do baque virado foram escolhidos para facilitar a compreenso do aprendizado terico e para integrar o grupo, tornando o aprendizado prazeroso.

Uma Experincia Alm dos Limites do Som

O grupo Batuqueiros do Silncio formado por jovens entre 15 e 29 que possuem surdez total ou parcial. De vrios bairros do Recife, eles chegam com um s objetivo: sentir a msica e se expressar atravs dela.

Segundo Batman, no comeo do grupo, muitos participantes foram desacreditados pelas pessoas. As famlias de alguns alunos surdos falavam para mim que eles no tinham capacidade para desenvolver as atividades propostas e que a msica no fazia parte do mundo deles. Vrios participantes deixaram o projeto, mas essa realidade est mudando, e os que ficaram se sentem mais confiantes. A msica um idioma universal. Os limites existem nos ouvidos de quem ouve, e no nas mos de quem toca, comenta.

Os sentimentos dos percussionistas so perceptveis a cada apresentao: muitos usam o ritmo para superar os medos internos. Iara Sena surda e tem baixa viso causada por uma doena degenerativa que vai diminuindo aos poucos sua capacidade de ver. A jovem j pratica o braille para facilitar a comunicao. Iara supera limites a cada msica que executa.

Quando comecei a fazer parte do Grupo Batuqueiros do Silncio, fiquei admirada com tudo. Meu primeiro instrumento foi o agb. Eu tinha muito medo de tocar a alfaia, pois era um instrumento grande. Nas apresentaes e ensaios, Batman ficava nas minhas costas guiando meus movimentos para eu tocar conseguir tocar. Quando ele no estava, algum do grupo fazia isso por mim. Hoje, eu toco sozinha, conta Iara.

Karina Guimares tambm faz parte do projeto e toca alfaia no grupo percussivo. Quando eu estou tocando, eu sinto calma e tenho harmonia dentro de mim. Eu sinto cada movimento. Muitas pessoas pensam que os surdos no tm capacidade para fazer certas atividades, mas ns pensamos e temos inteligncia igual a qualquer pessoa, diz Karina.

*Reportagens de Mariane Menezes que integram o Trabalho de Concluso de Curso Revista Ouvintes (Jornalismo/UFPE/2007), disponvel em: http://serv01.informacao.andi.org.br/-79c2f01_115d80a527a_-7fcc.pdf

Servio

O Grupo Batuqueiros do Silncio se apresenta atualmente em congressos sobre educao
inclusiva, faculdades, feiras e eventos organizados pela Prefeitura do Recife. A sede
fica na Associao Cultural e Assistencial dos Artistas de Pernambuco (Acaape), situada na Rua da Harmonia, 489, em Casa Amarela, Recife-PE. Para saber mais sobre o projeto
Som da Pele, acesse o site: www.somdapele.blogspot.com.

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