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A fina linha entre vaidade e obsesso

Muitos especialistas consideram os distrbios alimentares o mal deste sculo. Seguir os padres de beleza impostos pela mdia pode ser uma armadilha sem volta

A beleza feminina se apresenta em diferentes caractersticas tnico-genticas ao redor do mundo. A variedade de estatura, peso, cabelo e cor dos olhos, entre outros fatores, entretanto, no valorizada pela sociedade de massa. Assim, a vaidade e o desejo de se enquadrar nos moldes exigidos podem transpor os limites do saudvel e prejudicar irremediavelmente aquelas que se deixam levar pela presso social. Alguns distrbios podem surgir a partir disso, como a bulimia e a anorexia, transtornos alimentares que causam graves danos fsicos e psicolgicos.

Modelos, atrizes e celebridades, em geral, so os exemplos de padro de beleza e elegncia que a sociedade adotou desde os anos 1960. Nas dcadas de 1940 e 1950, Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor desfilavam pelos holofotes de Hollywood com suas silhuetas curvilneas e grandes quadris fazendo sucesso, diferentemente do que acontece nos dias de hoje. Gisele Bndchen, considerada uma das mulheres mais lindas da atualidade, por exemplo, representa o padro imposto de beleza da mulher: magra, alta, branca, cabelos loiros, olhos claros.

A mdia tem sido um forte incentivo para a sociedade, pela incessante busca do corpo escultural, traduzindo, de forma apelativa e distorcida, os sentidos que do significado vida: felicidade, satisfao, amor prprio e segurana, explica a psicloga Renata Vinhaes. As brasileiras vm tentando reproduzir o que veem nas passarelas internacionais, e, ao menor sinal de alguma dobrinha, j se consideram gordas.

Por isso, preciso ficar atento quela pessoa que deixa de comer em famlia e em grupo ou quela que come pouco e, em seguida, vai ao banheiro. Esse comportamento, junto falta de apetite e a exerccios exagerados, o principal sintoma das disfunes. A mdia, ento, se apresenta como uma das principais culpadas da criao desse problema, mas no a nica.

Estudos comprovam que pessoas que j passaram por eventos traumticos, como abandono, rejeio familiar e abuso fsico ou sexual tambm podem desenvolver transtornos obsessivo-compulsivos. Algumas profisses que exigem muito da aparncia ou do corpo tambm podem provocar o transtorno. Entre elas, esto: atletas, bailarinos, danarinos, atores, ginastas e modelos. Nessa poca, eu tinha, mais ou menos, 13 ou 14 anos e era modelo afiliada a uma agncia. Eu nunca fui muito magrinha, tinha o quadril largo; ento, tinha que me adequar ao tamanho que a agncia queria, explicou E. F., 25 anos, que desenvolveu bulimia e anorexia quando estava na dolescncia.

No h nenhum problema em querer modelar seu corpo da forma como preferir. O grande problema est em descobrir qual o seu limite. Em que ponto a vaidade se torna um perigo e se transforma em obsesso? Ser eternamente jovem e belo uma das grandes aspiraes existenciais que acometem o mundo moderno. Quando se pensa em algum belo, no mais se pensa em caractersticas de personalidade que o definam assim, mas em caractersticas fsicas que o enquadrem desta forma, destaca Renata.

Os distrbios alimentares no escolhem gnero ou classe social. Entretanto, 95% dos casos de anorexia no Brasil ocorrem entre mulheres. Segundo a Reluzir Associao Brasileira de Apoio Preveno e ao Tratamento de Transtornos Alimentares , quase 1% da populao brasileira tem anorexia ou bulimia, e 20% dessas pessoas chegam morte por no resistirem aos tratamentos. A obsesso pela magreza mais comum nos jovens entre 15 e 25 anos; raramente acontece em pessoas com mais de 40 anos.

Esse transtorno tem maior ocorrncia entre as mulheres, mas vem crescendo tambm entre os homens. Entre os sintomas, esto a perda de peso de forma extrema, de uma hora para outra, interrupo do ciclo menstrual, desenvolvimento de comportamentos obsessivo-compulsivos, viso distorcida do prprio corpo e pele seca. Alm de problemas sade que podem ser irreversveis ao corpo, como o prejuzo ao esfago devido aos vmitos repetitivos, os distrbios alimentares tambm causam danos ao estmago atravs da gastrite , pneumonia e desidratao crnica.

O tratamento para a doena pode ser complicado, pois envolve fatores fsicos e psicolgicos. Costuma ser feito por meio de antidepressivos e psicoterapia, mas no h medicamentos que possam restabelecer o desejo do paciente por ganhar peso. O anorxico passa por terapias individuais e em grupo, alm de precisar do apoio fundamental da famlia.

No comeo eu no aceitava que eu estava doente, minha me insistiu muito. Era difcil para ela me controlar, pois ela trabalhava o dia todo. Passou uns quatro ou cinco meses insistindo que eu estava doente. s vezes, ela sentava-se mesa e me obrigava a comer, relata E. F.

No perodo de tratamento, preciso haver muita pacincia por parte da famlia e dos mdicos ao motivarem o paciente, porque o processo de recuperao lento, e a reincidncia grande. O tratamento estava fazendo eu me sentir melhor, e a dieta que o mdico passou no me fez engordar tanto quanto eu imaginei. Continuei magra, conclui.


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