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Fbulas e contos para estimular o universo infantil

Aproximar os pequenos da literatura benfico para a formao emocional e intelectual

O hbito de ler na infncia uma importante ferramenta de estmulo imaginao, criatividade, expresso e estabilidade emocional das crianas. Lendo, o indivduo acumula conhecimento e experimenta diversas formas de interao e recreao, o que capaz de transform-lo em sujeito ativo e crtico no meio cultural e social de que faz parte, principalmente se a atividade for realizada desde os primeiros anos de vida.

Despertar o interesse dos pequenos pela literatura infantil no desafio de outro planeta, pelo contrrio. Devido curiosidade natural de descobrir o que a rodeia, a criana tem facilidade de encarar a leitura como lazer desde que tenha o exemplo e a dedicao dos pais.

As primeiras publicaes dirigidas s crianas datam do sculo XVIII e tm autoria de escritores como La Fontaine e Charles Perrault, que focavam sua produo em contos de fada, que, por sua vez, deram origem s fbulas gnero de cunho essencialmente moral e tico, didtico. Primeiramente, a literatura era pensada para adultos. Os contos de fadas originais no pregavam lies. Eles simplesmente falavam da vida que existia, afirma Simone de Campos Reis, mestre em Lingustica e doutoranda do Programa de Ps-graduao de Letras da UFPE.

Posteriormente, as histrias eram aproveitadas para as crianas e seguiam uma linha moralista, paternalista, centrada na representao de poder, que incentivava a obedincia, premiava o bom e castigava o mau. At o incio do sculo XX, a obra didtica produzida para a infncia tinha a finalidade nica de educar, apresentar modelos, e dificilmente visava tornar a leitura uma fonte de prazer.

Com o passar do tempo e o aumento do interesse pela literatura infantojuvenil, outros autores foram surgindo, como Hans Christian Andersen, os irmos Grimm e Monteiro Lobato.A concepo maniquesta, filosofia que divide o mundo entre bem e mal, passou a mudar por volta de 1970, especialmente com a contribuio de Monteiro Lobato, no Brasil. A partir de ento, a literatura infantil passou a tratar ludicamente de temas cotidianos e que rodeiam as crianas desde a primeira infncia.

Simone de Campos Reis comenta a principal diferena entre contos e fbulas. Os contos de fadas no tinham a finalidade de pregar lies. Eles narravam a prpria vida, a busca por alguma coisa, o medo, desejos, dio versus amor... Da eles terem se mantido, oralmente, como uma forma de passar o tempo, de entreter... J as fbulas tm a mensagem final na prpria histria. Elas foram escritas com essa finalidade: dar uma lio de moral.

A adaptao e transformao das histrias infantis no coisa do passado. Atualmente, muitos autores tm se empenhado em tornar as fbulas e contos de fadas mais acessveis s crianas de diversas idades e grupos sociais. o caso de Ridete Maral, escritora e bacharela em Direito pela Universidade Catlica de Pernambuco, que recentemente trabalhou na adaptao de A Cigarra e a Formiga (publicada no incio de 2012) e A Lebre e a Tartaruga (ainda em fase de finalizao), de Esopo; O Patinho Feio (publicada no incio de 2012), de Hans Christian Andersen; e A Festa no Cu (em fase de finalizao), do folclore nortista brasileiro.

Sobre a origem da ideia de adaptar fbulas, ela diz que surgiu em um episdio com a sobrinha. Na poca, com apenas cinco anos de idade, ela afirmava veementemente que a cigarra era preguiosa. Assim, resolvi dar nova forma fbula de Esopo, valorizando no s o trabalho da formiga, mas tambm o da cigarra, como exemplo de atividade necessria a nossa vida.

O foco das transformaes no se restringe a tornar o final da histria mais educativo quanto s diferenas e o respeito ao prximo. Ao escrever as historinhas, muito me preocupei em abrir o leque para as discusses, os questionamentos, as indagaes... Minha inteno despertar o interesse das crianas para a reflexo das ideias propostas utilizando uma linguagem mais atual, afirma Ridete.

A importncia de adaptar histrias, contos e fbulas antigos e que vm de fora a uma linguagem apropriada s crianas se d pela possibilidade de melhor encaix-los no processo de formao intelectual e psicolgica delas. De fato, as adaptaes de fbulas so muito importantes para a formao das crianas, pois constituem um mecanismo facilitador da compreenso dos princpios ticos, bem como da noo de cidadania e respeito ao prximo, alm de despertar o gosto pela leitura, diz Ridete, que, em sua adaptao de O Patinho Feio, focou na necessidade de a sociedade tratar como iguais os desiguais e respeitar as diferenas.

Monteiro Lobato foi pioneiro na regionalizao da literatura para crianas no Brasil, tendo despertado para a menor eficincia, no processo de aprendizado, de histrias infantis que retratavam realidades completamente diferentes da brasileira. E isso se agravava se as mensagens fossem apresentadas em uma linguagem dura, direta. Assim, ele passou a adaptar personagens e linguagem de forma a torn-los no somente mais apropriados a crianas, como tambm mais brasileiros.

Ridete diz que essa influncia importante no seu trabalho. Tento, nas historinhas que escrevo, regionalizar um pouco. Por exemplo: em A Festa no Cu, coloquei um assum preto (pssaro nordestino) no enredo, utilizando a nossa linguagem interiorana.

J em A Cigarra e a Formiga, inseri o trecho de um frevinho da terra, de autoria de Ascenso Ferreira. Adaptar contos e fbulas , portanto, uma atividade que aproxima histrias no necessariamente infantis ao universo da criana, facilitando a orientao, educao e formao de cada indivduo atravs da leitura. A consequncia que a leitura se torna, assim, um hbito prazeroso.

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