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Msica para todos os gostos

A responsabilidade de tornar a msica acessvel a diferentes pblicos no est nas mos do autor da obra, mas sim nas de outro profissional: o arranjador

Recentemente, a Orquestra Sinfnica do Recife realizou um concerto com msicas de Chico Buarque. Para chegar ao resultado esperado, o pianista e compositor paulista Nelson Ayres adaptou as composies para os instrumentos de corda. Pouca gente sabe, mas h um profissional por trs daquilo que se escuta em shows populares ou eruditos: o arranjador.

Arranjo a converso de uma pea musical de um estilo especfico por exemplo, jazz ou blues para voz ou instrumento, tornando-a mais atraente aos ouvintes. O especialista em arranjos tem, como ferramentas de trabalho, a harmonia, as formas musicais e a orquestrao combinao das diferentes divises sonoras de uma orquestra.

O arranjador reescreve o material pr-existente e reorganiza a estrutura da msica de acordo com a disponibilidade dos instrumentos. Os arranjos so divididos em dois grupos: arranjo de expanso quando uma pea feita para poucos instrumentos reestruturada para um grupo maior, como uma orquestra ou coro; e arranjo de reduo em que uma composio de orquestra arranjada para conjuntos menores, quintetos ou solistas.

De acordo com o professor, compositor e arranjador Nilson Lopes, confeccionar arranjos no uma tarefa nada simples. Uma dica que eu dou, aos msicos que desejam seguir na rea, desenvolver uma boa apurao auditiva para conseguir dominar as ferramentas musicais necessrias. Outro ponto relevante o cuidado com a instrumentao, que o respeito da individualidade de cada instrumento.

Nilson tambm explica que o profissional precisa estar consciente ao mudar a maneira de como a msica ser executada, porque isso afeta a forma de captar a pea e, consequentemente, o nvel de interao entre o ouvinte e a obra. A meu ver, muito importante saber como as pessoas esto recebendo a msica, j que uma partitura s se completa no momento de sua performance. Durante a construo de um arranjo, no se deve esquecer o contexto em que a obra ser apresentada. Isso evita que o arranjador se afaste da ideia do compositor, completa.

Segundo o professor Nilson Lopes, qualquer composio pode ser arranjada; no entanto, algumas possuem um nvel de complexidade maior do que outras. s vezes, quebramos muito a cabea para chegar quilo que desejamos. O segredo para atingir um bom resultado respeitar o estilo musical e a orquestrao de uma pea, afirma.

Nilson Lopes explica que o estilo popular requer o acompanhamento de um nico instrumento. Em um arranjo de expanso, o arranjador deve ampliar a obra para um conjunto com mais detalhes, inserindo solos e outros instrumentos. O swing e as diversas interpretaes propostas pelo arranjo tornam as peas populares mais atraentes e elaboradas. J na msica clssica o arranjo envolve as mudanas de instrumentao adequao s notas e a adaptao de cada instrumento tocado. Uma das formas mais comuns de arranjo erudito a reduo da instrumentao.

Para o violoncelista do grupo Quarteto Encore, Fabiano Menezes, os arranjos so importantes porque do uma nova leitura s peas musicais, aproximam o pblico obra e permitem uma difuso cultura maior. O msico deve ter cautela ao tocar uma msica que tem a melodia conhecida pelo pblico. Geralmente, alguns instrumentistas tocam a partir do que esto ouvindo e se esquecem de obedecer s modificaes do arranjo. A ateno tem que ser redobrada para no acabar saindo do tom, alerta Fabiano sobre os cuidados em seguir a proposta do arranjador.

Curiosidade

Johann Sebastian Bach conhecido como um dos maiores arranjadores na histria da msica. O msico recebeu grandes crditos como compositor, mas poucos sabem que utilizou temas meldicos populares e hinos usados na igreja durante as composies do perodo medieval para inspirar suas obras.

O artista tambm usou concertos, escritos por ele, para criar arranjos destinados a outros instrumentos. Uma das peas modificadas por Bach foi o Concerto para Obo e Violino em R Menor, transformado no Concerto para Dois Pianos em D Menor. Por muitos anos, esse exerccio foi muito praticado; alguns artistas tinham a necessidade de compor com mais agilidade. Por isso, usavam peas pr-existentes e as transformavam numa nova obra.

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03/06/2017

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