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Educao pela igualdade

A educao , certamente, um dos principais meios de transformao na vida de uma pessoa. O processo de aprendizado o caminho para a liberdade, uma forma de tornar as pessoas independentes. A partir do conhecimento, possvel compreender e questionar a realidade, alm de modific-la. Foi crente nessa capacidade democrtica da educao que Paulo Freire concebeu uma metodologia de ensino capaz de no s informar e introduzir os estudantes no
conhecimento disciplinar tipicamente escolar, como tambm estimular o senso crtico sobre a realidade.

Reconhecido mundialmente como grande pedagogo e educador, Paulo Freire foi, antes de tudo, uma pessoa preocupada e comprometida com as classes populares, com os menos favorecidos, dentro de uma sociedade opressora. Dedicado ao ideal de uma sociedade democrtica, ele viu, na educao, o caminho para a transformao que tanto almejou no mundo. Dentre muitas de suas diversas aes sociais, a que mais se destacou em todo o mundo foi a concepo de uma nova maneira de ensinar: o mtodo Paulo Freire.

Janayna Cavalcante, doutoranda do Centro de Educao da Universidade Federal de Pernambuco, acredita que Paulo Freire foi muito mais que um educador, ele foi uma pessoa revolucionria, alm de seu tempo. Paulo Freire foi algum que ousou fazer
mais que o bvio. Ele no apenas cumpriu tarefas que algum lhe ordenou, ele pensou um modo diferente de fazer a prtica educativa. Essa ousadia tinha um sentido poltico claro: ele se comprometeu com os excludos, com as classes populares, os esfarrapados do mundo. Paulo Freire pessoa era algum profundamente sensvel ao outro, com capacidade de entrar no mundo do outro e senti-lo, respeitando-o, afirma.

Segundo Freire, em Educao e Mudana, de 1979, a educao tradicional, ou educao bancria por
reproduzir a ideia de depsito de coisas; nela, as coisas so os saberes, e as poupanas, as pessoas , falha
por no compreender e se adequar ao universo no qual o aluno est inserido. A cartilha de ensino traz uma metodologia padronizada, que ignora totalmente as diversidades polticas e socioculturais do pas e reduz o aluno condio de objeto de ensino em vez de sujeito deste. Para ele, na proposta do mtodo tradicional, todos os alunos so iguais, experimentam o conhecimento da mesma maneira e so apenas partes passivas do ato educacional. No existe interao entre
os dois lados educador e educando.

J em sua pedagogia, Freire defende que, para estabelecer a educao, so necessrios a ao e o dilogo que incentivam a conscientizao. Sem a intercomunicao, no existe reflexo, problematizao ou pensar crtico, que so as chaves para a transformao libertadora. Em vez de ter o contedo didtico pr-estabelecido como nas cartilhas , o educador deve procurar este contedo no universo temtico do estudante, na sua cultura e na conscincia que ele tenha desta.

A partir do momento em que o educando dialoga com o educador sobre a sua realidade, ele passa a compreend-la melhor, problematiza-a e, atravs da crtica, esse educando constri a capacidade de transformar o seu universo. O professor deve ensinar.
preciso faz-lo. S que ensinar no transmitir conhecimento. Para que o ato de ensinar se constitua como tal, preciso que o educando se torne produtor tambm do conhecimento que lhe foi ensinado, explica Freire em Professora sim, tia no.

O ALUNO E O PROFESSOR: UMA RELAO DE INTERDEPENDNCIA

A grande questo para uma educao democrtica a necessidade de horizontalidade entre as partes. Na viso de Paulo Freire, o aluno uma parte to importante quanto o professor no processo educacional, e no se pode impor um conhecimento em substituio a outro. As pessoas tm o direito de entender que o seu conhecimento e o modo de vida que o gerou no so menos importantes que o
conhecimento que chega atravs da escola e de outras formas educativas, como programas e projetos, explica Janayna Cavalcante.

Segundo a professora, a realidade local o universo onde as pessoas se veem e enxergam as outras. o horizonte a partir do qual conhecemos o mundo,
literalmente, nosso ponto de vista. fundamental que no desprezemos, na perspectiva freireana, os sentidos produzidos pela vida no espao que chamamos de minha comunidade, caso contrrio, estaremos pedindo s pessoas para abrirem mo de quem so em detrimento de um saber novo que estamos trazendo. A conscientizao mantm uma relao fundamental com o conhecimento, pois
o amplia, um alimenta a expanso do outro. Os conhecimentos de qualquer natureza, passando pelo exerccio do dilogo e da problematizao, podem
contribuir com a conscientizao, conclui Janayna.

A conscientizao, para Freire, , portanto, o reconhecimento dos prprios direitos, e isso precisa estar intimamente associado educao formal. A unio desses dois modelos de conhecimento forma um saber que tem o potencial de mobilizar as pessoas em prol da melhoria na qualidade de vida tanto do indivduo como da comunidade.

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