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Tecnologia - Smartphone que vicia

Popularizao dos celulares inteligentes tem acarretado consequncias preocupantes principalmente para os jovens.

Quantas vezes voc j se pegou checando e-mails pelo celular em horrio de almoo? Verifica, a cada minuto, se chegou alguma notificao das redes sociais? Se voc se identificou com as situaes citadas, cuidado: pode ser vcio em celular. Esse transtorno vem ganhando grande visibilidade nos ltimos anos e gerando certas preocupaes. J ficou comprovado que o uso excessivo do smartphone pode causar problemas de comportamento e de sade nas pessoas.

cada vez mais comum encontrar um jovem, um adulto ou at uma criana que no se desprenda do celular. Isso o que revela a pesquisa feita pela Bem Mais Seguro, empresa especializada em vendas pela internet. A pesquisa online foi realizada durante os primeiros meses do ano. Ao todo, 362 pessoas foram entrevistadas, entre jovens e adultos.

O estudo constatou que mais de 25% dos usurios adquirem um novo aparelho em menos de 24 horas, e outros 29% conseguem um novo modelo em at uma semana. A pesquisa tambm revelou os principais motivos que levam o usurio a trocar de aparelho. Cerca de 65% afirmam ter sido vtimas de assaltos e furtos, e 20% disseram haver perdido o celular.

Marcelo Ursini, presidente da Bem Mais Seguro, comentou, em entrevista ao jornal Folha de So Paulo, que a perda do celular faz surgir, naquela pessoa, um sentimento de dor emocional, alm da falta pela ausncia das funes do aparelho. Outra pesquisa feita em 2012 pela revista Time em oito pases revelou que, no Brasil, 35% consultam o celular a cada um minuto ou menos, e 74% dormem com o celular.

Ultimamente, eu venho dormindo muito mal, e o celular o responsvel. Sempre ia para a cama com o aparelho ao lado por conta do despertador. Mas, hoje em dia, com a chegada dos aplicativos de mensagem, principalmente o WhatsApp, quando estou no melhor do sono algum me chama para conversar, e acabo passando a madrugada toda teclando, revela a universitria Milena Pereira, 19 anos.

A pequena Karla Priscila Santos, 9 anos, j possui um celular prprio. Gosto de fazer fotos minhas e das minhas amigas e prefiro a comunicao online, porque sou um pouco tmida e tenho vergonha para falar em pblico, comenta. Dores de cabea e nos dedos so uns dos problemas que j atingiram Karla Priscila, que teme ficar sem o aparelho como forma de castigo por causa das notas baixas na escola. O brilho da tela j me deu dor de cabea, mas no tive coragem de dizer a minha me. Tenho medo de que ela tire meu celular, diz.

As crianas, surpreendentemente, tm conscincia dos problemas decorrentes do uso desenfreado dos artefatos tecnolgicos. Geyphanne Pereira, 10 anos, aponta que, se os pais no colocarem limites, ela despende o dia todo acessando o celular. Quando eles dormem cedo e no tiram o celular de mim, fico jogando at tarde. Onde eu estudo, no permito usar o celular. s vezes, deixo em casa ou fica na minha bolsa, mas me pego pensando nos jogos ou nas redes sociais durante a aula.

Alm da falta de sono, outros problemas tm sido desencadeados pelo uso excessivo dos aparelhos eletrnicos. Sintomas de ansiedade e angstia tornaram-se cada vez mais comuns. Essa situao tem preocupado pais e especialistas. O pblico mais afetado so os jovens, e esse envolvimento que eles tm com aparelho tem os tornado cada vez impacientes. Eles querem tudo de imediato. Isso prejudicial para a vida escolar e profissional, explica a psicloga Alda Batista.

A estudante e operadora de telemarketing Amanda Souza conta que j teve problemas no trabalho e at no relacionamento por conta do celular. Eu me prendia muito ao mundo virtual. Achava aquilo normal. O resultado que me chamaram a ateno vrias vezes no trabalho. Cheguei a ignorar meu namorado e amigos. Tudo comeou a mudar aps uma conversa com a minha psicloga. No comeo, foi bem difcil ficar longe do aparelho, diz.

Aline Oliveira, auxiliar de produo e me do pequeno Paulo, de 9 anos, estabeleceu regras para uso do tablet e do celular pelo filho. Ele ultimamente estava muito ansioso e impaciente. Seu desempenho escolar tambm no estava legal, comenta. No posso priv-lo desse contato com a tecnologia, mas estipulei horrios para que isso no se torne algo mais grave futuramente, completa.

Segundo a psicloga Renata Costa, necessrio que pais fixem horrios para o uso dos aparelhos pelos filhos e incentivem as brincadeiras externas e o contato com outras crianas. Atitudes como essas contribuiro para um crescimento saudvel.

WHATSAPPINITE - O nome pode parecer estranho, mas o problema que denota tem se tornado cada vez mais comum. Uma mulher na Espanha recebeu o diagnstico de Whatsappnite, inflamaes nos polegares e punhos causadas pelo uso excessivo do celular e do aplicativo WhatsApp. O caso foi descrito pela revista de medicina The Lancet, segundo informaes da Folha de So Paulo.

A paciente chegou a ser hospitalizada com fortes dores nas mos, aps passar cerca de seis horas trocando mensagens. Uma forma de tendinite, a doena tem aparecido em usurios de aparelhos celulares. Uma breve busca nas redes sociais revela muitas pessoas reclamando de dores por conta da digitao mas, mesmo assim continuam postando em seus perfis. A empresria Jordana Silva j chegou a tomar remdios para o problema. Depois de horas digitando no aparelho, parou de movimentar direito os dedos. Eu fico muito tempo no celular teclando com fornecedores e clientes e, quando chego em casa, l estou eu teclando novamente. A hora passa que eu nem percebo.

O ortopedista Mateus Saito, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da USP, comenta que essa situao mais comum do que se imagina, e o nmero de pessoas atingidas cresce diariamente. Uma das formas de evitar esse problema utilizar os smartphones e tablets para consumir informao e no para produzir textos longos, aconselhou.

O reumatologista Jos Ribamar, especialista em dor, recomenda que, caso seja necessrio teclar por mais de 45 minutos seguidos, o ideal que sejam feitos intervalos de 15 minutos. Ele informa que h outros fatores que podem contribuir para o risco de tendinite. Estresse, obesidade e sedentarismo so fatores de risco. importante no somar fatores, explica.

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