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A psicologia como ferramenta para a integrao

Atravs das intervenes psicossociais realizadas pelos setores de psicologia da Orquestra e da Associao, alunos percebem sua importncia como indivduos na sociedade

Estes garotos, igualmente nascidos em bero humilde, esto fazendo da oportunidade recebida, a fora transformadora de suas vidas. O depoimento do juiz Joo Rocha Targino na oitava edio da Revista Criana Cidad, em 2011, j resumia as mudanas alcanadas em cinco anos de atividades da Orquestra Criana Cidad. O sucesso do projeto traz consigo a ideia ampla de apoio, para alm do ensino musical, com aulas de reforo escolar, informtica e ingls. O setor de psicologia, por sua vez, colabora para mudanas no comportamento dos jovens msicos e os insere nas atividades com o objetivo de integr-los cada vez mais.

Desde o incio das atividades fundamentais do projeto com a educao musical, no Coque (2006) e no Ipojuca, a questo do apoio psicossocial foi levada em considerao. A psicloga Manuela Carneiro, que atua no Ipojuca desde a inaugurao do Ncleo, em 2014, fala da importncia da psicologia para torn-los conscientes do futuro que se aproxima. Eles vivem numa regio onde o nvel de desenvolvimento humano baixo e sem muitas possibilidades. Ento, quando entraram na Orquestra, passaram a vislumbrar outras opes e a resignificarem as prprias vidas, relembra.

Esses caminhos, segundo a psicloga, no ficam restritos rea musical, poisoutras profisses tambm vm mente deles. A interveno psicossocial ocorre no Ipojuca, de acordo com Manuela, com o foco na criao do olhar crtico entre os alunos sobre a sua realidade e o que podem fazer de diferente. Esse tipo de interveno se sustenta na preveno, otimizao e fortalecimento das potencialidades, sejam elas afetivas, cognitivas ou sociais, contribuindo para o desenvolvimento deles, explica.

Trabalhando desde fevereiro no Ncleo do Coque, Flvia Flix cita a carncia afetiva como a maior caracterstica dos alunos. Eles buscam carinho e aceitao o tempo todo, da chegam aqui e vm buscar acolhimento, mas faz a ressalva: os mais velhos raramente procuram, ento a demanda maior dos pequenos. Entretanto, Flvia trabalha para eliminar a resistncia entre os adolescentes que, por algum motivo, no procuram ajuda. A sada encontrada aliar o trabalho ao dos professores, coordenadores pedaggicos e maestro. Se a gente no fizer um trabalho interdisciplinar, no conseguimos intervir. Precisamos trabalhar em conjunto com os outros profissionais, estar sempre em sala de aula, independente do estgio dos alunos, justifica.

Tanto no Coque quanto no Ipojuca, a participao dos pais considerada satisfatria pelas psiclogas. Mas reforar a importncia dessa unio faz-se necessrio. Flvia conta que, sem os familiares, a dificuldade maior: Quando fazemos um trabalho com uma criana em que a famlia est presente vemos mudanas significativas. Alm das reunies mensais com temas especficos, Flvia conta que vem percebendo que os pais tm trazido progressivamente demandas individuais e revela a ideia de atend-los semanalmente, com um dia dedicado ao atendimento para familiares.

Entre os trabalhos desenvolvidos nos dois ncleos, esto as atividades em grupo, onde os alunos podem refletir sobre determinada temtica em conjunto. A criana e o adolescente tm o espao de escuta e a ateno, permitindo que revejam suas crenas e posturas e redescubram suas potencialidades, elabora Manuela. Outras aes do setor incluem oficinas, plantes psicossociais, orientaes aos funcionrios e apoio coordenao pedaggica.

Segundo Manuela, dentre os maiores desafios enfrentados pela instituio como um todo, est a forma que os alunos se relacionam com a comunidade externa, para que no sejam influenciados negativamente. Os avanos da tecnologia refletem diretamente na vida dos adolescentes e podem trazer problemas, como o bullying e a exposio indevida na internet. Assim, o trabalho tambm tem sido direcionado a isso, pontua.

NA SEDE DA ABCC A psicloga do Espao Cultural e Esportivo Criana Cidad, Jane Marinho, atende a cerca de 150 crianas e adolescentes, entre 6 e 16 anos, desde meados de 2015 e, da mesma maneira como as psiclogas da OCC, percebe uma evoluo no comportamento apresentado entre eles. Eram meninos que antes, quando se fazia um atendimento grupal ou individual, apresentavam uma dificuldade para se integrarem e ouvirem, ou fixar ateno no falar e reproduzir vontades, compara.

Assim como ocorre na OCC, Jane aposta na ludoterapia para atingir mais facilmente os alunos mais novos, de forma que consigam se expressar atravs das brincadeiras, desenhos e jogos propostos. A leitura feita no s em base nos desenhos, mas tambm na escuta e no relato dos pais, explica. Os adolescentes atendidos tambm se colocam atravs de jogos que trabalham a emoo ou conversas com a psicloga.

Ir de encontro ao determinismo do lugar onde vivem, com a violncia e as drogas, para Jane o que a psicologia pode fazer para os atendidos pelo projeto. A gente trabalha a questo da aceitao da criana como pessoa que tem o seu valor, aprendendo que podem fazer a diferena na famlia e na comunidade, expe. A msica, o jud e outras atividades daqui so instrumentos disso, complementa.

Nas prximas edies da Revista Criana Cidad, vamos falar das aulas de reforo escolar, lngua inglesa e informtica, na Orquestra e na ABCC.

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03/06/2017

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