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O sangue que corre nas veias musicais

Unidos no sangue e na vocao para a msica. Essa a realidade de muitos familiares nos ncleos do Coque e do Ipojuca. Em ambas as unidades da Orquestra Criana Cidad, comum a presena de dezenas de primos e irmos. Olhando especificamente para o ltimo lao afetivo, eram 50 alunos dos 360 matriculados no projeto no incio de 2018. Haveria uma gentica musical? Brincadeiras parte, o fato que alguns at provm de famlias que vivenciam a msica com frequncia, em aniversrios e outras datas especiais. Mas h tambm aqueles que simplesmente iniciaram sua relao com a rea musical quando entraram na OCC. A Revista Criana Cidad conversou com alguns deles e os relatos so interessantes.

Sintonia. a palavra que melhor define a relao entre o contrabaixista Jhrsily tila, 17, e a irm Jlia tila, 15, que tocava violoncelo at o comeo deste ano. Mesmo de instrumentos diferentes, sempre se apoiaram nos estudos e nos planos familiares. Comprar um terreno de 12 hectares, por exemplo, que segundo a justificativa bem-humorada de ambos, eliminaria as reclamaes da genitora sobre o pequeno espao compartilhado pela famlia atualmente. A realidade que ambos querem dar um futuro melhor para a me batalhadora. Ela nos apoia demais, sempre pede para estudarmos, chama-nos para tocar, explica Jlia. Quanto ao estilo de msica, ele prefere o romntico; ela, o barroco. Gosto mesmo de solar, apesar das dificuldades no instrumento, entrega Jhorsily, que nas apresentaes pblicas conhecido pela alegria com que toca, e arrisca at algumas coreografias abraado ao contrabaixo, quando o repertrio regional.

Sobre o relacionamento estabelecido pelos irmos da Orquestra, a psicloga Flvia Flix percebe que, na maioria dos casos, muito prximo. At os de instrumentos diferentes tm um lao muito forte; a msica os aproxima ainda mais, conta. A profissional destaca ainda que a famlia que tem mais de um filho no projeto tende a ser mais participativa nas questes relativas Orquestra: Isso faz toda a diferena.

Essa proximidade destacada por Flvia percebida entre as gmeas do Coque, Raiane e Rassa da Silva, 14, que esto na OCC h dois anos. Dos dois aos seis anos de vida, as irms precisaram ser cuidadas por pessoas diferentes. Mesmo com a separao temporal, afirmam que se conhecem muito bem. Contamos segredos uma para a outra, diz a violoncelista Rassa. J quanto aparncia fsica, ela dispara: No nos parecemos em nada, nem no cabelo. A percussionista Raiane acha que elas tm os mesmos trejeitos, mas que os planos diferem. Temos gostos diferentes em roupa, na msica... Eu quero ser baterista; ela, modelo, enumera. Rassa tem, ainda, um sonho: tocar com a irm em alguma apresentao pblica. Em qualquer lugar com ela, pois sei que vai ser diferente, imagina.

Do mesmo naipe, Thierry, 19, e Vincius dos Santos, 18, vivem o universo da percusso tanto na Orquestra quanto em casa. O mais velho monitor no Ncleo do Coque e tenta auxiliar o irmo no que pode. Ajudo a todos, s que termino o ajudando ainda mais, pois moramos juntos, explica Thierry, que comprou uma marimba com Vincius para facilitar os estudos em casa. Na personalidade, define-se como mais brincalho e seu jeito elogiado pelo irmo. Gosto do jeito sincero dele. Todo irmo briga, mas somos bem unidos, diz Vincius, que sonha poder tocar numa orquestra profissional ou banda sinfnica.

Os irmos Andrade so os veteranos no violoncelo e no projeto. Davi, 19, entrou para a Orquestra do Coque h 11 anos; Digenes, 23, j contabiliza 10, e monitor no Ipojuca h quatro. Em mais de uma dcada aprendendo msica na OCC, ambos compartilharam inmeros momentos essenciais para a sua formao musical. Davi destaca as viagens: Cada viagem uma conquista dos dois; dividimos quarto, conversamos e comemoramos a oportunidade. Perguntado sobre um ponto em comum com o irmo, ele cita a forma de se expressarem atravs da msica.

Digenes concorda e complementa que o fato de serem de uma famlia musical tambm pesou para que trilhassem caminhos parecidos. Acredito que foi estratgico da nossa me em nos colocar aqui; ela tem muito orgulho do que fazemos, relaciona. O ambiente vivenciado na Orquestra realmente acolhedor, segundo ele: Alm de ser nossa segunda casa e ter nossos familiares aqui, podemos considerar os outros como irmos de msica. Irmos de sangue, irmos de naipe, irmos do projeto. A marca uma s: o companheirismo.

PRXIMOS CONCERTOS

12/12/2018

Lanamento do livro "Ecos de Clarice"

12/12/2018

Coral da OCC Ipojuca no projeto Sinos de Tima

13/12/2018

Lanamento do livro "Chesf, 70 anos de Histria"

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