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Segundos passos de Vitor Arajo

Com talento e ouvidos apurados, Vitor Arajo comeou a carreira artstica aos 17 anos, revelando-se um dos novos rostos da msica clssica e popular contempornea. Logo, o jovem tornou-se figura consagrada no cenrio pernambucano e brasileiro. Hoje, aos 21 anos, ele lana seu segundo trabalho, Paixo e Fria, apostando nas composies prprias e na maturidade musical. Com exclusividade, a Revista Criana Cidad conversou com o pianista, que falou um pouco sobre o incio da carreira, fama e msica.

Para alguns, ser artista significa ter um dom; preciso que a inspirao venha para dar um norte ao processo criativo. Para outros, o empenho e o trabalho rduo que do forma obra de arte e, por consequncia, tambm ao artista. No entanto, no importa o mtodo de criao ou a forma que ele acontece um verdadeiro artista sempre movido pela paixo. Com Vitor Arajo, no foi diferente.

Seus primeiros passos foram dados aos nove anos, quando comeou a estudar no Conservatrio Pernambucano de Msica (CPM). No comeo, a msica era mais um hobby, uma atividade fora da escola, mas eu acabei me apaixonando, e ela se tornou minha profisso. Segundo ele, uma vez demonstrado o interesse, a famlia lhe deu suporte para comear. Meus pais me incentivaram muito. Eu tive essa vontade, e eles me deram apoio. Tanto que no tive influncias. No tenho msicos na famlia e, naquela poca, no tinha amigos msicos tambm. A vontade partiu de mim, afirma.

O instrumento selecionado foi o piano, escolha decisiva que espelhou toda a carreira de Vitor. Quando criana, eu tinha um teclado aqui em casa e eu costumava a tirar msicas de ouvido por diverso. Da, quando entrei no conservatrio, escolhi o piano, at hoje no sei por qu. Geralmente os jovens querem aprender violo, guitarra, bateria... Eu fui diferente.

E foi assim que a trajetria de Vitor Arajo comeou. Como ele mesmo diz, sem nada de especial, alm da vontade e da paixo que o movem. Ao longo dos ltimos anos, fez apresentaes pelo Recife e ganhou destaque. Antes mesmo de completar 19 anos, gravou seu primeiro trabalho, o CD/DVD TOC Ao vivo no Teatro Santa Isabel, em 2008. Apesar da bagagem erudita do conservatrio, a proposta de Vitor, aliando o moderno ao clssico, foi inovadora e primordial para definir seu estilo e conquistar seu espao. Tenho um olhar jazzista, fao rearranjos, improvisos. Tambm toco para um pblico que no acostumado msica erudita, e isso chama mais ateno. a insero de um mundo em outro, afirma.

Vitor j participou de grandes eventos, como o Festival de Inverno de Garanhuns (2007), o Abril Pro Rock (2008) e a Virada Cultural de So Paulo (2008). Entre tantas apresentaes, Vitor ressalta a participao no show de abertura do Carnaval do Recife de 2009. Desde 2004, 2005, eu vou abertura do carnaval. Sempre sonhei em estar ali, tocando junto com todos aqueles batuqueiros. E pra mim foi uma honra ter tocado com um dolo, que o Nan Vasconcelos. Naquele mesmo dia, conheci o Caetano Veloso pessoalmente, e ele gostou muito de mim, diz o pianista, conhecido por suas verses de Samba e Amor, de Chico Buarque, e de Paranoid Android, da banda inglesa Radiohead.

Atualmente morando em So Paulo, Vitor Arajo j estreou seu novo concerto na cidade. Intitulado Paixo e Fria ou A Angstia, o espetculo, que tambm j passou por Gois, trabalha obras eruditas e composies prprias. Esse novo concerto diferente do primeiro. O primeiro tem onze msicas, mas s duas so minhas. Este novo tem oito msicas. So um pouco mais longas, tm muito texto, muita coisa cnica. Cinco so minhas, e trs so eruditas. No entrou msica popular, explica. Alm desse espetculo, que estreia no Recife em agosto, Vitor gravou um trabalho diferente do habitual. No comeo do ano, junto com a banda Seu Chico, o pianista gravou um DVD na Lapa, Rio de Janeiro, fazendo interpretaes de Chico Buarque.

MSICA, CINEMA... E VITOR

Aas influncias e inspiraes de Vitor Arajo vm, especialmente, da msica brasileira. Apesar do gosto musical ecltico, ele revela o que tem escutado ultimamente. Tenho ouvido msica brasileira antiga, o cancioneiro popular desde a dcada de 1930 at 1960, desde Pixinguinha e Noel, at a Era dos Festivais, passando por Caetano, Edu Lobo, Tom, Vincius, Baden Powell, Lupicnio Rodrigues... uma poca que me encanta e me inspira muito. Dos eruditos, gosto muito de ouvir Villa-Lobos, Cludio Santoro e Edino Krieger. Este ltimo, eu tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, afirma.

Outra vertente musical inspiradora para Vitor o jazz. O estilo afroamericano, que surgiu nos Estados Unidos no incio do sculo XX, um dos elementos presentes na obra de Vitor, alm de compositores eruditos como Chopin, Beethoven e Bach. O jovem artista no esconde sua paixo pelo estilo. O jazz me inspira muito artisticamente. No consigo escutar um jazz e depois no ter vontade de tocar piano, diz.

Alm das influncias musicais, o teatro e o cinema tambm foram importantes na formao artstica de Vitor Arajo. No toa que seu novo espetculo traz muitos elementos cnicos e leitura de textos e poemas. O cinema me inspira muito. Gosto, em especial, do cinema europeu. Admiro cineastas como Chaplin, Kubrick, Lars Von Trier, Truffaut, Godard e Fellini. Em especial, o pianista ressalta a pea Mercadorias e Futuro, um monlogo de Jos Paes de Lira, o Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado. Assisti pea e foi algo impressionante. Muito do meu trabalho eu me inspirei nesse espetculo, afirma Vitor.

E falando em inspirao, segundo Vitor, essa sua grande qualidade. Com muita modstia, o rapaz atribui uma parcela de seu sucesso a seus dolos. No sou exatamente criativo. Na verdade, eu tenho uma memria muito boa. Meus ouvidos so muito abertos, e tudo o que vejo e ouo eu sei que um dia eu vou usar em meus trabalhos, diz. Por outro lado, Vitor Arajo crtico e tambm reconhece suas dificuldades. Sou muito indisciplinado. As pessoas acham que disciplina s voc se forar a fazer algo que voc no gosta, mas isso tambm tornar concreto um objetivo. Eu acho que eu poderia me aperfeioar mais, declara.

VIDA DE ARTISTA

Vitor Arajo, j consagrado em Pernambuco, parte para outros estados, buscando ampliar o seu pblico. Apesar do estilo intimista, o talento, sob os holofotes, revela cada vez mais o lado artstico do rapaz. Hoje, mais experiente no assunto, o msico reconhece os obstculos que enfrentou na fama, no incio da carreira. No foi difcil nem ruim, mas foi muito estranho. Tive que envelhecer muito rpido; tive que adquirir uma maturidade que no tinha com 17, 18 anos, diz.

No entanto, Vitor no se arrepende do caminho que seguiu e reconhece as coisas boas que lhe chegaram desde ento. A primeira entrevista que eu dei foi no J Soares. Ento foi uma responsabilidade grande. Tive que aprender a me portar nos lugares que ia, a conhecer os diversos pblicos, porque a diferena de um estado pra outro, no Brasil, muito grande afirma Vitor.

Apesar da fama, o rapaz no abandonou a simplicidade e a paz de uma pessoa comum. Como qualquer bom annimo, Vitor tambm se diverte e relaxa nas horas vagas, sem deixar de cumprir seus deveres como artista. Eu estou sempre tocando ou estudando msica. Quando no, estou vendo filme ou lendo um livro. Fora o universo da arte, que ocupa cerca de 90% do meu tempo, gosto de encontrar os amigos. E o assunto no s msica. Conversamos muita besteira e jogamos videogame tambm, diz. Agora estou meio que de frias, a vim pra Recife pra assistir Copa do Mundo. Mas a o Brasil acabou saindo, brinca o pianista.

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