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Espao Criana Cidad ganha novas parcerias

O Espao Criana Cidad Dom Helder Camara foi criado para ajudar a mudar vidas. Instalado no Parque do Caiara, no bairro do Cordeiro, o projeto pertencente Associao Criana Cidad (ABCC) est sempre inovando parcerias na tentativa de dar uma chance a pessoas que j chegaram at a morar na rua. No ltimo ms de maro, alm das atividades j existentes, mais um projeto foi implantado pelos coordenadores da instituio. que detentas da Colonia Penal do Recife, antiga Colnia do Bom Pastor, esto ensinando corte e costura s mulheres do Espao Criana Cidad. Fato que inverte totalmente a lgica: mulheres que esto em processo de reeducao educando.

Inicialmente, nove mulheres da ABCC esto indo duas vezes na semana at a Colnia - s teras e quintas-feira, onde tm duas horas de aulas dirias. Cada uma acompanhada estritamente por uma educanda-educadora. A coordenadora-geral do projeto da ABCC, a advogada Nair Andrade est bastante entusiasmada com o andamento das aulas. Para ela, a iniciativa de grande valor, pois tem dupla atuao. "Esse projeto incrvel porque consegue atuar em dois lados de forma igual. Enquanto as nossas mulheres esto aprendendo uma nova profisso, um novo meio de vida, as detentas esto ganhando um novo estmulo ao se sentirem teis, ensinando. realmente inovador", afirmou a advogada de 83 anos e que tem uma disposio de dar inveja em qualquer pessoa.

Intitulado "Compartilhar", o projeto, que novo para as mulheres da ABCC, j acontece h alguns anos para as detentas. No entanto, segundo a prpria diretora da Colnia Penal, Ana Moura, essas mulheres jamais estiveram to empolgadas quanto agora. "Voc v que elas passaram a ter uma sensao de utilidade. Passaram, inclusive, a se sentir mais livres. Afinal, o mais interessante de tudo que elas esto educando, mesmo passando por um processo de reeducao", enfatiza.

A diretora, apoiando-se em nmeros, aponta o quanto esse tipo de atividade tem sido proveitosa. Dados de pesquisas nacionais mostram que cerca de 85% das detentas que voltam s ruas acabam tento reincidncia no tipo de crime cometido. Enquanto isso, o ndice de reincidncia com as mulheres da Colnia Penal do Recife est em apenas 7%. "Estamos tirando leite de pedra. Mas o importante que estamos conseguindo mudar a realidade dessas pessoas", orgulha-se Ana Moura.

Outra novidade que dever surgir nos prximos meses na ABCC a marcenaria. Um profissional da rea j foi convidado para instruir os alunos e dever assumir a frente da atividade em breve. As aulas ocorrero na prpria sede do Espao Criana Cidad Dom Helder Camara.

Projeto j auxiliou centenas de crianas e adolescentes

Antes de inovar e partir para as parcerias externas prpria ABCC, o Espao Dom Helder j auxiliou centenas de crianas e adolescentes. A grande maioria deles reside nas Vilas So Francisco e Nossa Senhora de Ftima, que ficam ao lado do Espao, no Cordeiro. Inmeros jovens puderam ter contato com algo que jamais passou pelas suas mentes e, contemplados com os programas implantados pelo projeto, passaram a viver melhor.

Com as aulas de capoeira, reforo escolar, informtica e oficinas de xadrez e iniciao musical (flauta doce), os cerca de cem privilegiados passaram a ter perspectivas de vida. As 17 famlias que moram nas duas vilas, em sua maioria, so compostas por ex-moradores de rua, que viviam na Rua do Imperador. Muito mudou na vida dessas pessoas desde a mudana em suas vidas. "A gente sofria muita humilhao na rua, passava frio e vivia de doaes. Agora a minha vida outra", conta Maria Jos Ferreira, que me de sete filhos e atualmente trabalha como cozinheira no Espao Criana Cidad.

Alm de dar um apoio na educao, o que importa mesmo para o projeto a formao das pessoas. A evoluo delas como seres humanos, cidados. Para tal, o dilogo algo que se faz presente em todas as escalas. A assistente social e gerente da entidade, Fabola Dias, lembra bem do quanto j foi alterado, positivamente, no dia a dia dos moradores das vilas. "Eles eram primitivos. Me, filhos, todos. Eram, infelizmente, acostumados lei da sobrevivncia. Hoje, nem parecem os mesmos. Ainda h o que melhorar, claro. Mas porque eles no tiveram bero e isso leva tempo para ser revertido", avaliou.

Alguns hbitos precisaram ser revertidos atravs de muita conversa. Usando-se dos projetos, mostrando que os fatos podem ser resolvidos de forma diferentes s "vias de fato", lentamente os hbitos vo sendo contornados. "Aqui no se bate nos filhos, e, se aparecem com hematomas, ns acionamos o Conselho Tutelar. Bebida e cigarro s se forem dentro das casas, porque l a gente no pode proibir. Msica alta, como havia no incio, tambm foi mudado. Ns mostramos o significado da palavra "regra", que antes era desconhecido. Hoje vemos outras famlias, outras crianas com um futuro melhor", afirmou Fabola.

Educao de um jeito que nem se sente

Ana Paula da Silva tem 13 anos. Mora na Vila So Francisco, no Parque do Caiara, no bairro do Cordeiro. Faz as trs refeies dirias, tem uma casa, uma famlia, cursa a 5 srie do Ensino Fundamental, faz atividades extracurriculares e, simplesmente, sonha. Atividades relativamente comuns para uma menina que est entrando na adolescncia. No entanto, certamente, nada disso estaria acontecendo na vida da garota caso ela no estivesse dentre os jovens que integram o Espao Criana Cidad Dom Helder Camara.

Com uma sade fragilizada em razo de problemas no sangue, a garota, mesmo com todas as dificuldades, passou a aspirar a algo melhor na vida desde que passou a integrar o projeto da ABCC. Paulinha, como chamada, no fez algo surpreendente do ponto de vista comum: ela "somente" aprendeu a ler. Em seguida, a escrever. E, logo depois, a almejar um futuro melhor. Algo comum para tantas outras crianas mundo afora, mas que, para meninas carentes como a meiga Paulinha, uma vitria sem precedentes.

O sonho da menina tambm seria comum se no fosse to humano. A garota quer ser assistente social para poder devolver a ajuda que outrora recebeu. "Quero poder ajudar os outros tambm", disse. E complementou falando do sonho de um dia poder comprar uma casa para a sua famlia. " um sonho que eu tenho e vou conseguiu chegar l", falou, tmida.

Das cerca de cem crianas e adolescentes entre 6 e 17 anos, Paulinha um dos grandes exemplos porque, alm de ser uma menina humilde, ainda luta contra a Neotropenia Citrica, uma doena no sangue que deixa a imunidade baixa. Isso sem contar que a garota, em consequncia da doena, tambm j teve os dois tipos de meningite (a bacteriana e a viral) e alergia lactose (leite).

Quando chega para passar a manh na ABCC, Paulinha encontra uma biblioteca a sua disposio (com mais de 350 exemplares) e um telecentro equipado com computadores e internet, alm de leque variado de aulas. Graas a essa estrutura, muitas crianas so tiradas diariamente das ruas para receberem educao de um jeito que nem se sente. "Eu tenho dificuldades para aprender, mas aqui eu passei a ter vontade de estudar. Vou para a biblioteca ler gibi, participo das coisas. Sou muito feliz por estar no projeto", revela.

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