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Lutando pela vida

H 17 anos, a ONG Viva Rachid auxilia crianas portadoras do vrus HIV. No entanto, a principal luta para adquirir recursos para manter a instituio

A data era 28 de fevereiro de 1985. Nascia Rachid, terceiro filho de Alade Elias da Silva. Alm da satisfao de ser me mais uma vez, a alegria de Alade era dobrada: naquele dia tambm era o seu aniversrio. No entanto, a trajetria de uma famlia, que tinha tudo para seguir feliz, foi abruptamente afetada por uma doena. Com apenas um ano de idade, Rachid contraiu o vrus da Aids atravs de uma transfuso de sangue. A partir de ento, Alade percorreu uma via crucis dolorosa para tentar salvar a vida do filho e fazer justia.

Sete anos depois, Rachid perdia a luta para a Aids. Mas Alade no se entregaria to fcil assim. Em 28 de fevereiro de 1994, no dia de seu aniversrio e de Rachid, Alade fundou o Grupo Viva Rachid. A homenagem ao filho acabou se tornando uma instituio pioneira na assistncia s crianas portadoras do vrus HIV no Estado de Pernambuco. H 17 anos, Alade coordena o grupo.

O Viva Rachid funciona em uma simples casa no bairro da Boa Vista, por detrs do Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (Imip). Ali, acontecem todos os atendimentos s crianas. No total, so cerca de 60 pequenos soropositivos atendidos e ajudados todos os meses, com ajuda de psiclogo, assistente social e voluntrios. A instituio tambm presta atendimento s famlias das crianas, orientando-as sobre a enfermidade e seus tratamentos. Alm de cuidar da doena, Alade explica que a inteno do trabalho tambm reforar os laos familiares. A gente procura aproximar a famlia, conversa com os pais. Aqui desenvolvemos vrias atividades para as crianas e tambm para os responsveis delas, que so, na maioria, mes e avs, explica Alade.

A estrutura simples, mas bastante organizada. As crianas contam com espaos para atividades recreativas, como pintura, desenho, atividades externas e brincadeiras, alm de uma brinquedoteca e uma biblioteca, com acervo variado de livros de literatura infanto-juvenil. J para os responsveis, o Viva Rachid, atravs de profissionais da rea, ministra aulas de costura, bordado e pintura. Nos dias de atividade, so servidos lanches e refeies s pessoas atendidas. Todas as atividades desenvolvidas, segundo Alade, tm fundamento. Elas so importantes porque ajudam a melhorar a qualidade de vida, diz.

Atravs do seu trabalho, Alade se doa queles que passam pelo mesmo problema que enfrentou com Rachid. A dedicao j lhe rendeu, inclusive, prmios importantes. O Grupo Viva Rachid recebeu o Prmio Criana e Paz Betinho, de 1997, concedido pela Unicef, e foi reconhecido como um dos quinze melhores projetos sociais desenvolvidos no Brasil pela Fundao Abrinq, ficando frente da nacionalmente conhecida ONG Viva Cazuza. O prmio mais recentemente recebido por Alade, em 2008, foi o Tacaruna Mulher, como destaque feminino no setor de ao social.

DIFICULDADES

Na poca da morte de Rachid, Alade ficou conhecida na mdia pelo seu engajamento em fazer justia em nome do filho. Com isso, a ONG virou referncia em Pernambuco, chegando a ganhar destaque nacional. Famosos como Selton Melo, Luma de Oliveira e Alexandre Borges j ajudaram a instituio e fizeram campanhas publicitrias. Hoje, prestes a completar 18 anos, o grupo j tem reconhecimento estvel. Contudo, o apoio financeiro se restringe a poucos parceiros. O Viva Rachid vem passando por srias dificuldades financeiras, que esto afetando as atividades da ONG. J foi preciso cortar gastos e limitar o nmero de atendimentos. Fechamos todo ms no vermelho. Hoje basicamente contamos apenas com o apoio do Criana Esperana. Precisamos de mais patrocinadores para continuar promovendo as atividades da casa, afirma Alade.

As despesas principais so com o pagamento de manuteno da infraestrutura, compra de medicamentos e de alimentos para as refeies dos pacientes. A campanha do leite, por exemplo, que organizada pelo grupo, exige custos altos e uma das mais prejudicadas. O Viva Rachid custeia, sozinho, a compra de leites industrializados, como Nan e Nestogeno, para complementar a alimentao de crianas menores de seis meses. Muitas delas no podem tomar o leite materno, uma vez que as mes so soropositivas. Essas crianas precisam do leite. J cheguei a proibir uma me de amamentar o filho. complicado, pois no posso permitir que a criana se contamine, afirma a coordenadora do grupo.

Quase como uma me, Alade Silva segue, muito firme, coordenando o grupo, trazendo qualidade de vida e alegria de viver aos pacientes, principais misses da organizao. Em datas comemorativas como Carnaval, Pscoa e Natal, a ONG sempre organiza festividades para a alegria da garotada. No entanto, com a baixa verba, eventos do tipo acabam sendo prejudicados.

SERVIO
Grupo Viva Rachid
Rua dos Prazeres, 258 Bairro da Boa Vista
Fone: 3221 6206

PARA DOAES
Banco do Brasil S/A
Agncia: 1839-2
Conta Corrente: 1910-0
Razo Social: Grupo Viva Rachid

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